1841 Arte do cozinheiro e do copeiro,

compilada dos melhores auctores que sobre isso escreveram modernamente

TITLE: Arte do cozinheiro e do copeiro,

SUB TITLE: compilada dos melhores auctores que sobre isso escreveram modernamente, sendo a parte extrahida da obra que tem por titulo: A Casa de Campo, publicada em 1822 por Mme Aglaé Adanson, dada à luz por Um Amigo dos Progresses da Civilização.

AUTHOR: António Lobo de Barbosa Ferreira Teixeira Girão
Visconde de Vilarinho de S. Romão.

NOTAS DE AUTORIA: Extraído principalmente de La maison de campagne, publicado em 1822, por Mmme. Aglae Adanson.

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1841 

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1st edition
Outra edição:
2ª edição aumentada 1845 
S.A. 16158 P; S.A. 14936 P.; F. 5942

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos úteis

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal)

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 29684 P.
S.A. 15655 P.
F. 5942

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”:83

OBSERVAÇÕES: compilação de receitas e métodos de culinária e copeiro, traduzida e adaptada para o português.

83

Arte do cozinheiro e do copeiro, compilada dos melhores autores que sobre isso escreveram modernamente… / dada à luz por um Amigo dos Progressos da Civilização. – Lisboa: Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, 1841. – O autor é o Visconde de Vilarinho de São Romão. – Extraído principalmente de L’Art du maître d’hôtel et du maître d’office, pub. em 1822 por Mme. Aglaé Adamson. – BN S.A. 29684 P.; S.A. 15655 P.; F. 5942.

Outra ed.:
2.ª ed. aum. – 1845. – (S.A. 16158 P.; S.A. 14936 P.; F. 6129).

TITLE: Arte do cozinheiro e do copeiro,

SUB TITLE: compilada dos melhores auctores que sobre isso escreveram modernamente, sendo a parte extrahida da obra que tem por titulo: A Casa de Campo, publicada em 1822 por Mme Aglaé Adanson, dada à luz por Um Amigo dos Progresses da Civilização.

AUTHOR: António Lobo de Barbosa Ferreira Teixeira Girão
Visconde de Vilarinho de S. Romão.

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Imprenso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1845 

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 2nd edition

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos úteis

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal)

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: S.A. 16158 P; S.A. 14936 P.; F. 5942

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”:

OBSERVAÇÕES:

Edição fac-similada, de 2026, em Os Livros de Culto da Cozinha Portuguesa Público

Prefácio de Guida Cândido, apartir do qual fazemos este resumo.

O livro Arte do Cozinheiro e do Copeiro (1841), atribuído ao visconde de Vilarinho de São Romão, António Lobo de Barbosa Ferreira Teixeira Girão (1785–1863), constitui o quarto livro de cozinha impresso em Portugal. Figura multifacetada — político liberal, académico e empresário agrícola —, o autor teve uma intervenção relevante na vida pública portuguesa do século XIX, sendo também membro de várias instituições científicas e culturais.

A obra, publicada anonimamente e fortemente inspirada em La Maison de Campagne de Aglaé Adanson (1822), apresenta, contudo, uma intervenção autoral significativa, visível em numerosos aditamentos, comentários e adaptações à realidade portuguesa. Reúne mais de quinhentas receitas de cozinha, doçaria e bebidas, incluindo ainda instruções sobre serviço de mesa e conselhos dietéticos, revelando uma preocupação simultânea com o gosto, a saúde e a economia doméstica.

Trata-se de um livro orientado para um público burguês — donas de casa e gastrónomos — afastando-se dos tratados técnicos destinados exclusivamente a cozinheiros profissionais. A obra reflete também práticas alimentares da época, como a organização das refeições (almoço leve e jantar principal) e a crítica ao consumo da ceia.

No capítulo dedicado ao pescado, o autor adapta e amplia significativamente o receituário original, introduzindo preparações como os bolinhos de bacalhau, ainda que diferentes da forma moderna, nomeadamente pela ausência de batata. O livro evidencia igualmente o lento processo de integração de produtos como a batata e o bacalhau na alimentação portuguesa, bem como a sua associação inicial a classes populares e a contextos de abstinência religiosa.

Para além do receituário, a obra inclui observações sobre hábitos alimentares regionais em Portugal, descrevendo práticas de subsistência e preferências locais, desde o consumo de castanhas em Trás-os-Montes até às dietas baseadas em leguminosas e figos noutras regiões.

Finalmente, o livro documenta o contexto social e gastronómico do período, ainda marcado pelo serviço à francesa nas mesas abastadas, num tempo de transição política e cultural. No seu conjunto, Arte do Cozinheiro e do Copeiro constitui um testemunho relevante da construção de uma cozinha burguesa em Portugal, articulando tradição, adaptação e intenção pedagógica.

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