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1936 Olleboma

1936 Olleboma

Culinária Portuguesa

TITLE: Olleboma

SUB TITLE: Culinária Portuguesa

AUTHOR: António Maria de Oliveira Belo

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO: prólogo de Albino Forjaz de Sampaio

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1936

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:
Outra ed.:
Lisboa: Assírio & Alvim, 1994 (S.A7. 8718 V.)

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Edição do autor 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 
SELO DE MAR
Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 
BN S.A1. 1544 V.
S.A2. 7503 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 94

OBSERVAÇÕES:

94
BELO, António Maria de Oliveira (1872–1935)
Culinária portuguesa / Olleboma; prólogo de Albino Forjaz de Sampaio. — Lisboa: Ed. do Autor, [1936?]
BN S.A1. 1544 V.
S.A2. 7503 V.

Outra ed.:
— Lisboa: Assírio & Alvim, 1994 (S.A7. 8718 V.)

Do Autor, da Cozinha portuguesa e da Sociedade dos Gastrónomos

António Maria de Oliveira Bello foi industrial e mineralogista distinto. E foi gastrónomo ilustre. O primeiro dos gastrónomos portugueses. Foi também pessoa de trato tão fino, tão requintado e tão encantador, como hoje é de saudoso e de recordado. Aos homens da sua classe os minutos de silêncio que a tributação homenageadora em nossas almas lhes consagra são dispensados por inúteis. A todos os momentos o seu nome vem, admirativamente evocado por nós, intervir no mundo de coisas de que ele era mestre e magia atractiva. E mal calculava eu, quando ele me falava em abrir com palavras minhas este seu livro, que à hora de cumprir já a sua voz emudecera e o seu perfil a morte o esfumasse.

António Bello pertencia àquela geração de amorosos da Vida que dia a dia vão desaparecendo. Era, por assim dizer, uma sobrevivência dos bons viveurs portugueses, como Bulhão Pato, como Plantier, que só não era português no nome, como tantos outros. Pertencia infelizmente e devia ter horror a esta geração que não sabe comer e que vive apressadamente, devorada de incertezas e angústias, conhecendo do mundo as estradas e do prazer a superfície!

Não. António Bello era um epicurista, um homem superior. Sabia comer, e nêsse capítulo poderia ser autor de códigos e leis. Se Brillat-Savarin foi da gastronomia o Papa, a António Bello pertenceria por todos os direitos e eleições o ser o seu cardeal na nossa terra. Gastrónomo é palavra portuguesa. A sua tradução é que anda frequentemente adulterada. Gastrónomo é o que sabe comer. O que prefere, e como não, a qualidade à quantidade. Nada de parentesco vocabular ou real com o comilão, o glutão, o gargantão ou viandeiro. Nada.

Mas o saboreador, anteposto ao deglutidor. A sensibilidade do gastrónomo está mais na boca e na língua, nos olhos e no olfato, que no estômago. Comer, para o gastrónomo, é cousa tão sagrada como o sagrado sacrifício da missa para o cristão. Não há nada mais bulidor com a essência divina da besta humana, inteligente e sensível. Que volúpia, que sucos do paraíso, que sumptuosas evocações pode dar o tacto, podem dar todos os comunicativos caminhos do mundo exterior com a alma, com a parte nobre e superior do homem que dentro de si algo tenha que o seja!

O gastrónomo é o grande maestro. Como ele sabe compor por exemplo essa peça orquestral que é uma caldeirada, em que a fílfa de um figurante pode anular uma obra de mestre, ou essa rapsódia nacional que é o cozido à portuguesa. Para a cozinha os mais sagrados elementos são colaboradores primários: o sol, a água, o lume, o tempo, o mar, a floresta, a ave, o fruto, tudo invenções de Deus e o Vinho que é invenção dos homens bem dignos de serem nomeados deuses. Mundo inteiro, do pão e do sal, do minúsculo crustáceo ou do pequeníssimo bago de pimenta ao potente boi doméstico e ao indomesticado javali!

António Bello tinha uma ternura especial pelo assunto do seu livro de hoje. A cozinha portuguesa, endeusada por Fialho nos Gatos, verificada a sua existência pelo Ramalho nas Farpas e proclamada revivificadora, tónica e maravilhosa urbi et orbi por Eça de Queiroz, dos livros menores ao A Cidade e as Serras, teve em António Bello o seu melhor defensor, o seu cultor apaixonado. A sua obra, fundando a Sociedade de Gastronomia portuguesa e escrevendo este livro, o prova. Os homens como António Bello, pelo que enobrecem a sua pátria e pela alta compreensão que têm do patriotismo, fora dos clamores patriotiqueiros de comício de arruaça, não deveriam morrer nunca.

Fundação da Sociedade Portuguesa de Gastronomia

Uma das grandes criações de António Maria de Oliveira Bello foi a fundação da Sociedade Portuguesa de Gastronomia, com o Dr. Ernesto Roma e quem estas linhas escreve. Inaugurada em 1933, tem por fim «promover o estudo dos alimentos quanto à sua origem, produção, fabrico, apresentação e paladar para conseguir melhorá-los» e nestes termos procura:

  1. a) fazer ressaltar a cozinha nacional melhorando-a, elevando-a ao lugar que deve ter, defendendo a cozinha nacional e os produtos alimentares portugueses de primeira qualidade;
    b) promover exposições, concursos, semanas de culinária e fazer publicações concernentes à gastronomia e ao turismo nacional;
    c) criar em cada região núcleos de emulação propícios a elevar o nível da cozinha local e a manter as boas condições culinárias;
    d) fazer propaganda e afirmar o valor dos bons produtos nacionais, encorajando as suas boas qualidades e a sua apresentação condigna quer para consumo do país quer para exportação;
    e) apontar as fraudes alimentares e lutar contra a concorrência dos produtos estrangeiros;
    f) coligir elementos para a História da Cozinha e da alimentação portuguesa nas suas características e nas suas influências estrangeiras;
    g) promover e auxiliar a criação de escolas culinárias e de serviços caseiros;
    h) prestar homenagem aos escritores e homens de ciência que têm lutado por melhorar as condições da alimentação, base da vida sã e duradoura.

Em resumo:
A Sociedade dá todo o seu concurso à boa cozinha e aos bons produtos, procura melhorar o turismo tornando-o mais agradável, indicando onde se encontra o conforto e a boa mesa nos hotéis, restaurantes e pensões, incitando e encorajando a conservação das tradições e costumes que mereçam respeitar-se.

Assim rezam os seus estatutos e assim o seu fundador procurou sempre cumprir.

Membros da Sociedade Portuguesa de Gastronomia

A Sociedade de Gastronomia divide-se nas seguintes comissões técnicas de estudo: Bibliografia e História da Culinária e Gastronomia; Vinhos; Peixes e Carnes (frescas e em conserva); Lacticínios; Doces; Cozinha regional; Azeites e gorduras alimentares; A Culinária no turismo; Higiene alimentar; Contrafacções e fraudes alimentares; Propaganda e orientação; Cafés, Cacaos, Chocolate e outros produtos alimentares coloniais; Escolas de culinária; Cozinhas e organização doméstica.

São seus sócios, entre outros: os professores da Faculdade de Medicina de Lisboa e os médicos Drs. Azevedo Neves, Dr. Carlos de Melo (falecido), Dr. Aleu Saldanha, Dr. Carlos Larroudé, Dr. Alvaro Lapa, Dr. Borges de Sousa, Dr. Ernesto Roma, Dr. Rafael da Cunha Franco, Dr. Fernando da Costa Cabral, Dr. Roberto d’Almeida; os professores da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra Drs. Fezas Vital e Dr. Mário de Figueiredo; os professores da Faculdade Técnica Drs. Luiz Cincinato da Costa e Dr. Tavares da Silva; os advogados Drs. Bustorff Silva, Dr. Mário Pinheiro Chagas e Dr. Rangel de Sampaio; os engenheiros Carlos Alves e José Duarte Ferreira; o mestre d’armas Carlos Gonçalves; os condes de Penha Garcia e de Vinhó e Almedina; o Dr. Cândido de Sotto Maior, Dr. Francisco Machado, Francisco Meira, João Sequeira Nunes, Dr. António Soares Franco, Eduardo Buzaglo, Ermette Pires, Fortunato Abecassis, Guilherme Cardim, e Joaquim Nunes Freire, Alvaro de Lacerda, Dr. Mário Gusmão Madeira, Diogo Joaquim de Matos, Jaime Verde, Fausto de Figueiredo, Dr. Eduardo Burnay, Pedro Bordalo Pinheiro, Fidelino de Figueiredo, Carlos Nunes Teixeira e Albino Forjaz de Sampaio.

Inaugurou-se a Sociedade reunindo-se num almoço em casa do Dr. Bustorff, no Pátio do Pimenta, e teve a sua última reunião em vida do seu dedicado presidente numa ceia no Hotel Aviz, a que assistiu o meu velho amigo e ilustre professor da Faculdade de Direito, embaixador de Portugal no Rio de Janeiro, Dr. Martinho Nobre de Melo. — 16 de Janeiro de 1933 — 17 de Agosto de 1935. Em todos estes banquetes o génio culinário de António Bello exercia uma acção preponderante. Ele organizava a ementa, trabalho ingrato e difícil que exige conhecimentos profundos e gosto de eleição. Era ele quem adquiria os géneros de primeira qualidade; quem guiava os cozinheiros, vigiava pela execução, pela apresentação, pelo serviço. Ele soube criar e dar vida a uma linda cousa. Durante dois anos ele e os seus amigos gastrónomos reuniram sucessivamente no Pátio do Pimenta, em Azeitão, no Palace do Estoril, a bordo da fragata ribeirinha Afonso d’Albuquerque, na Penha Longa, no Hotel Aviz, no Grémio do Minho, na Peninha, em casa do Dr. Rangel de Sampaio, no salão de chá do Tivoli, no Restaurante do Campo Grande, no Avenida Palace, no Maxim’s, e no Pavilhão de Golf do Estoril.

O que essas reuniões eram não pode ser descrito ao correr da pena. Os primores gastronómicos, o brilho e encanto da conversa, o espírito de alguns, os conceitos profundos de outros, a discussão de problemas que com a culinária e a gastronomia contendiam, o juízo sôbre êste ou aquele prato, êste ou aquele vinho, momentos foram que a saudade já hoje faz inolvidáveis. Eram sempre escolhidas as ementas. Primoroso e magnífico o seu componente. É porque elas sejam verdadeiros poemas sinfónicos de côr, de brilho e de perfume, obras primas da ciência dos Savarins, dos Cournousky e dos Roupp, dos Ali-Baba; dignas de perpetuação, guia de futuros gastrónomos e dos que queiram a fundo estudar as magnificências da cozinha portuguesa aqui se transcrevem, parecendo-nos que em melhor local elas não podiam deixar de ficar exumadas ao esquecimento.

Começaremos pela ementa do almoço em casa do Dr. Bustorff, seguindo-se as outras por ordem cronológica.

Almoço

Melão refrescado
Lagosta à moda armoricana
Arroz branco solto
Galinha da Índia estufada
Brioches recheados de «foie gras»
Gemas fritas com parmesão
Couve-flor em pudim
Môlho de suco de espinafres

Queijo da Serra da Estrela
Bolo de biscoitos recheados com doce de framboesa
Ananaz e tangerinas em salada

Café (Lote S. Tomé, Cabo Verde e Novo Redondo)

Madeira Sercial — 1815
Colares branco — 1924
Bucelas branco — 1926
Colares tinto — 1922

Porto velho
Moscatel de Setúbal 1907
Aguardente Moscatel 1914

16 de Janeiro de 1933

Almoço

Conservas de peixes de Setúbal
Ostras do Montijo

Salmonetes grelhados à moda de Setúbal
Empadas de galinha à moda alentejana

Aperitivo Moscatel
Palmela Superior licoroso — 1914
Branco Salvaterra (Quinta dos Belos) — 1921

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75 Maneiras de cozinhar feijão, grão e purés e algumas receitas para cozinhar miolos e picados para recheio.

75 Maneiras de cozinhar feijão, grão e purés e algumas receitas para cozinhar miolos e picados para recheio.

TITLE: 75 Maneiras de cozinhar feijão, grão e purés e algumas receitas para cozinhar miolos e picados para recheio.

SUB TITLE: 

AUTHOR: White Miraflor

NOTAS DE AUTORIA: Feminino

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia em série

DATA  DE PUBLICAÇÃO: (n.d.)

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Barateira Bookshop

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Brochado

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: Colecção Doméstica 14

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

OBSERVAÇÕES:

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1936nReceitas executadas nos cursos de cozinha no Salão deExposição das C. R. G. E.: 1935–1936

Receitas executadas nos cursos de cozinha no Salão de Exposição das Companhias Reunidas de Gás e Electricidade

1936

TITLE: Receitas executadas nos cursos de cozinha no Salão de Exposição das Companhias Reunidas de Gás e Electricidade

SUB TITLE: 

AUTHOR: Companhias Reunidas de Gás e Electricidade

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1936

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1.ª edição
Outras ed.:
– 1936–1937. – [1937] (S.A. 11612 V.; S.A. 11617 V.)
– 1937–1938. – [1938] (S.A. 11617 V.; S.A. 22392 P.)

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Colecção Particular

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 20945 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 441

OBSERVAÇÕES:

441

Receitas executadas nos cursos de cozinha no Salão de Exposição das C. R. G. E.: 1935–1936. – [Lisboa]: Companhias Reunidas de Gás e Electricidade, [1936]

BN S.A. 20945 V.

Outras ed.:
– 1936–1937. – [1937] (S.A. 11612 V.; S.A. 11617 V.)
– 1937–1938. – [1938] (S.A. 11617 V.; S.A. 22392 P.)

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Como de Almoça por Pouco Dinheiro

Como de Almoça por Pouco Dinheiro

TITLE: Como de Almoça por Pouco Dinheiro

SUB TITLE: 120 maneiras diferentes simples e económicas (28 menus variados)

AUTHOR: White Miraflor

NOTAS DE AUTORIA: Feminino

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia em série

DATA  DE PUBLICAÇÃO: (n.d.)

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Barateira Bookshop

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Brochado

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: Colecção Doméstica 13

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

OBSERVAÇÕES:

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Olleboma

Olleboma

Culinária

TITLE: Olleboma

SUB TITLE: Culinária

AUTHOR: António Maria de Oliveira Belo

NOTAS DE AUTORIA: Olleboma é pseudónimo, resultante das iniciais de seu nome lidas ao contrário: OLLEB de Bello, O de Oliveira, M de Maria e A de António.

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1928 ?

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: edição.

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Tipografia da Empresa Diário de Notícias

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: SELO DE MAR

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 00

OBSERVAÇÕES: 

Prefácio

Este trabalho é dedicado aos gourmets (os verdadeiros apreciadores da boa cozinha) e àquelas donas de casa que comprehendam a importância do seu papel social, sabendo o que seja a hygiene e a economia domestica às que estejam convencidas de que a felicidade da sua familia está, principalmente, em conseguir, por meio d’uma série de pequenos cuidados e desvelos, crear um lar atraente, alegre e confortável, onde o marido e os filhos melhor se sintam, preferindo-o a quaesquer divertimentos fora delle.

Para tal fim se realisar, deve o marido estar certo, porque o sinal, de que só lá é que encontra quem saiba dirigir um menu variado, de execução bem pensada e bem cuidada, acompanhada com carinho, com sciencia e com a consciencia de quem quer agradar, satisfazendo plenamente os seus apetites, as fantasias do seu paladar, e cuidando da sua hygiene: base indispensável para uma boa saúde. Mas não o conseguirá a dona de casa com facilidade, sem hesitações e sem dúvidas, se não souber as razões e os porquês da technica culinaria, habilitando-se ao mesmo tempo a executar com segurança os regimes dieteticos prescriptos pelos medicos, alterando-os, sem sair das instrucções clinicas, quando a falta de recursos, hoje tão frequente, se faça sentir. E’ o que se pretende explicar, seguindo os ensinamentos da cozinha franceza, que é a mais perfeita, a mais artistica e hygienica.

E por que razão é que a cozinha franceza é classificada como a melhor do mundo, dizendo-se que na França onde a gastronomia chegou à maxima perfeição, quando todos os povos teem a sua cozinha nacional, especialmente a França, a Italia e a Hespanha?

Sendo certo que as condições meteorologicas e climaticas, influindo na fauna e na flora, influem logicamente nos alimentos, ao mesmo tempo que a temperatura média de cada paiz influe nas condições da vida e nos habitos dos respectivos habitantes, criando condições especiaes de alimentação, porquê é que a França supplanta todos os paizes, mesmo aquelles cujas condições meteorologicas e climaticas lhe são iguaes ou superiores?

Porque é que os grandes restaurantes e hoteis fóra de França, quando pretendem fazer o seu reclamo, annunciam que a cozinha é á franceza e dirigida por cozinheiros francezes?

 

É por uma série de factos concretos bem conhecidos.

Todos os grandes restaurantes de Paris e de outras cidades de França e as principais casas de venda de carnes e outros produtos naturais frescos têm frigoríficos próprios para a conservação e preparação dos produtos alimentícios. Pois, sendo preciso uma franga gorda, uma costeleta, um bom filéte de lombo ou vazio, não se vão comprar ao galinheiro ou ao talho, vão-se escolher ao frigorífico, cortando-se da peça que esteja na sazão própria, tendo as qualidades máximas de macieza e no momento em que o perfume característico esteja no maior desenvolvimento. Em seguida tempera-se e prepara-se com as natas e manteigas frescas mais finas e puras que se fabricam e com azeites de oliveira e outras gorduras do mais delicado gosto, que a ciência e o trabalho do francês têm conseguido obter; condimentadas, seguindo à risca as leis ditadas pela harmonia dos sabores, ciência que a prática consagrou nas suas múltiplas aplicações; não são leis concretamente estudadas, mas bem conhecidas por experiência, explicadas nas escolas culinárias e aperfeiçoadas em gerações sucessivas. Assim é que, associando-se o tanino admiravelmente às substâncias albuminóides, nos dá enorme prazer um vinho tinto velho acompanhando um assado em sangue ou um queijo bem curado. Pelo contrário a falta de afinidade do tanino com as matérias gordas torna detestável a associação do vinho tinto com chocolate ou o leite. E por o sal e os ácidos terem sabores semelhantes, que o vinho branco acompanha belamente as ostras, e contràriamente, por o açúcar e o sal serem antagónicos, a mistura do açúcar com ostras cruas dá uma união do que há de mais repugnante e desagradável; e são os dois produtos isoladamente matérias primas das mais deliciosas combinações. Como também, sendo o açúcar e os farináceos substâncias do mesmo grupo dos hydrocarbonados, associadas entre si e convenientemente temperadas, dão alianças culinárias das mais saborosas, como são todas essas inúmeras combinações de bolos, doces e pudins.

É o conhecimento profundo desta ciência e a sua aplicação apropriada, que dão ao francês a grande superioridade na preparação dessa série de deliciosos molhos por eles inventados, que mascaram, intensificam ou modificam os aromas e sabores próprios das diversas carnes, peixes e legumes.

O cozinheiro francês, sendo um tradicionalista da culinária do seu país, que é a mais artística na apresentação e a mais perfeita na composição, porque o princípio fundamental que a orienta é o emprego exclusivo das melhores e mais puras matérias primas, não é um rotineiro, mas um progressivo, estudando sempre e procurando com inteligência a arte encontrar novas composições ou misturas, que constituam, ou uma preparação nova, ou uma melhoria, que o estrangeiro reconhece e que o francês, que é essencialmente gourmet, aprecia, agradece e estimula. Por isso o cozinheiro francês é grande na sua terra e indispensável e único nas terras estranhas, quando se pretende a mais perfeita culinária.

Três monopólios efectivos da França vieram também em auxílio da cozinha francesa, e que são os cogumelos negros (as trufas); a trufa perfuma característicamente todas as carnes a que se junta, fazendo ressaltar todas as suas boas qualidades aromáticas. Os outros cogumelos, principalmente os pequenos brancos de Paris, com o seu aroma fino e delicadíssimo, melhoram sempre os produtos a que se associam. E por fim o foie gras, que, sendo só por si o que a natureza e o esforço do homem têm produzido de melhor para os mais finos paladares, com a junção das trufas e o auxílio quasi divino do vinho do Porto, chega ao máximo que pode ambicionar o gourmet mais exigente.

E ainda porque os franceses tiveram a arte e a ciência de transformar o sumo das suas uvas nos néctares mais preciosos, com sabores, perfumes e aromas que deliciam conjuntamente o olfato e o paladar e que completam, d’uma forma admirável, o gosto de cada alimento, produzindo uma harmonia tão perfeita, que se não sabe se foram as preparações culinárias que criaram o vinho francês, se foi o vinho que as criou, tão admiráveis são em conjunto.

E também porque o francês, que vive num meio em que tudo que é arte é cultivado e apreciado d’uma forma superior, tem a intuição da arte culinária por educação e por tradição. Assim é que, quando deseja obsequiar alguém com amizade e sinceridade, inclui sempre no seu programa uma refeição sentindo-se ridiculo e vexado, por amor-proprio nacional, se o menu não resultar fino, artisticamente apresentado e cozinhado, proprio a alegrar e deleitar a vista, o paladar e o coração, e consegue-se sempre sem difficuldade, porque encontra na sua terra todos os mais variados recursos culinarios e artistas incomparaveis, que os transformam nos manjares mais deliciosos.

Sendo este livro tambem dedicado aos gourmets, — vejamos o que é um gourmet?

E’ o gastrónomo por excellencia; não é um glutão, mas um apreciador e um exigente do bom e do bello. Não interessa a quantidade para só apreciar a qualidade e a arte posta na boa apresentação. Goza completamente quando o paladar encontra o que lhe agrada e soffre quando tem, por cerimonia ou conveniencia, que achar bom o que está detestável, sentindo calafrios, se ouve dizer em torno de si que está óptimo. Não exterioriza, em geral, os calafrios, porque é sempre bem educado e boa pessoa.

Nem sempre aprecia as complicações culinarias, mas honra devidamente as misturas, quando obedecem às boas regras da sciencia de Brillat Savarin.

Não come ostras cruas sem a garantia de ter para as acompanhar um Chablis, ou um Vouvray ou um Steinberger ou um Moselle, ou ainda um Bucelas velho ou um Reno Andressen.

Não come ovos estrelados, sem ter a certeza de que foram temperados, antes de postos ao lume, só com pimenta branca a gema e só com sal fino a clara, nunca misturados ou trocados os dois temperos.

O gourmet é sempre um artista em todos os ramos da arte, quer seja apenas um apreciador delicado, quer seja ao mesmo tempo um cordon bleu.

São os gourmets deste segundo grupo os que constituem a elite e que mais gozam, porque sabem transformar a arte da cozinha numa sciencia, conseguindo realisar no maior requinte os mais fantasiosos apetites do seu fino paladar, ou os desejos que lhes suggestiona o seu amor pelo que é bom.

O gourmet procura sensações novas na vida, em instinto e o prazer da descoberta e da escolha do que é fino, delicado e de bom gosto. A descoberta d’uma mistura ou de uma combinação harmonica, que o paladar reconheça e classifique como uma preciosidade, dá-lhe alegria e nova vida. É o intelectual da sciencia gastronomica, dando a todas as suas criações a sua marca pessoal e a sua individualidade. Comer e beber bem é o seu maior prazer, e quando o consegue, é verdadeiramente feliz; basta então vê-lo como come: compassadamente, saboreando, notando-se na expressão do olhar, na contracção suave dos musculos da face, um sorriso doce e peculiar, quanto goza. Se bebe vinhos leves, palhetes, muito perfumados, em pequenos golos para sentir, gozando, no maximo, o seu aroma e o seu perfume. É bem a contradicção do glutão, cujo prazer está em fazer desapparecer rapidamente os montes de comida na sua frente, atestando-os com quantidades de liquidos vinhosos mais ou menos espessos, não interiores por trago a meio litro. São dois prazeres bem distinctos; um está no paladar e exige perfume, finura, delicadeza; o outro está apenas em absorver com rapidez e abundancia, sem escolha de qualidade.

De todos os paizes do gourmet, a gastronomica é a unica que no correr da vida não lhe deixa remorsos, nem amarguras, nem arrependimentos, só lhe fazendo sentir a pena de ter que acabar um dia.

E’ tambem a unica paixão para a qual nunca foi preciso fazer leis de repressão; pelo contrario tem sido devidamente respeitada, considerada e até engrandecida nos paizes em que a civilisação domina, bastando verificar como tem acompanhado a civilisação, desde Apicius, contemporaneo de Horacio e Virgilio, que foi quem escreveu o primeiro Tratado de Gastronomia.

O gourmet, no seu trato, é sempre gentil e delicado, nunca faltando á honra precisa combinada, porque bem sabe que uma demora, por pequena que seja, pode fazer perder a um prato a sua finura.

O gourmet deixou de ir á America do Norte por não poder acompanhar cada prato com o vinho que lhe corresponde, impedindo-lhe assim o prazer de tais misturas, que formam um conjunto perfeito, harmonico e indissoluvel.

Quando está em Paris, não deixa de ir, nos dias proprios, ao «Escargot», saborear os pés de porco trufados, e ao «Tour d’argent» les rognons de mouton à la crème, ou o canard au sang; quando lhe apetece linguado, ou vai ao Marguery, ou não falta a fazer as honras a um filet de sole au vin blanc no «Café de Paris»; quando se lembra dum cocktail aux huîtres, um homard à l’americaine ou uma bouillabaisse, só procura o «Prunier»; e quando lhe ocorre um entrecôte grillée aux pommes soufflées, saboreia-o no «Voisin», regando-a com os finissimos vinhos da famosa cave. Se quer uma novidade ou a realisação dum fino apetite, entra no «Montagné» ou no «Larue», onde respectivamente os grandes mestres Prosper Montagné e Nignon o satisfazem com a maior sublimidade.

Quando está em Londres, ou vai ao «Carlton», onde pontifica Escoffier, o artista mais sabedor e o maior scientifico que jamais houve na arte culinaria, ou vai ao «Claridge», onde a preocupação de agradar e satisfazer a clientela chegou ao limite da mais perfeita realisação.

Em Lisboa ou no Porto só se sentirá feliz se for recebido n’algumas casas particulares.

Considerar-se-ia no Paraiso em casa d’alguns lavradores da provincia, onde os recursos culinarios para o gourmet são ideaes, se depois de chamadas as realidades da vida das papilas da lingua e alertados os sucos estomacais com um copo de Madeira seco de mais de meio seculo de existencia, como aperitivo, um almoço abrisse com um tenro filete de lombo ou do vazio, em infusão prévia em Porto sêco, grelhado e temperado com manteiga fresca purissima, chegando nesse momento da leiteira da quinta, acompanhado dum molho bearnaise e de umas batatas empoladas ou simplesmente fritas no melhor azeite do lagar; seguindo com dois ovos estrelados trazidos do galinheiro, postos no dia, temperados a preceito e regados ainda ao lume com duas colheres de nata fresca, vinda da leiteira com a manteiga. E terminado com um vegetal que passou directa e rapidamente da horta para a caçarola; e depois gratinado com um molho Mornay, não esquecendo um queijinho fresco creme, que veio com a nata e a manteiga, tudo acompanhado com um vinho palhete tinto, que o dono da casa foi escolher especialmente à adega, de 8 a 10 annos de vida; pondo ainda da casa o ponto final com umas frutas que gentilmente foi escolher ao pomar, e com um café mistura de S. Thomé, Cabo Verde e Rio, que ella acompanhou em todas as suas fases de preparação. Com a garantia d’um almoço assim preparado, os melhores gourmets do mundo viriam saboreá-lo, até de aeroplano.

O gourmet é o maior elemento de progresso do paiz onde vive, porque é elle que indica ao agricultor, ao viticultor, ao criador, ao pescador e ao caçador qual a opportunidade e a fórma de valorisar a sua producção: ao agricultor dizendo-lhe que colha sem demora os espargos logo que nasçam, que seleccione e aperfeiçoe a cultura dos seus legumes e hortaliças, para não lhes discutir o preço, que cuide com carinho o cultivo das suas frutas para as pagar a peso de ouro; ao viticultor que perfume os seus vinhos, deixando-os envelhecer como a sciencia manda, e é elle que encontrará consumidores; ao criador que alimente as suas vitelas com residuos do alvo arroz, para as comer de carne branca e de fino gosto, que sustente com intelligencia as suas aves, para as ter gordas, tenras e saborosas e attingir com sciencia até á obesidade congestiva os seus patos, para se deliciar com os fígados; ao pescador, que seja diligente e activo para lhe dar o peixe ainda vivo; e ao caçador que durma longa sesta após a caçada, para lhe levar depois o producto della, perfumado e brando.

Assim como Brillat Savarin dizia no principio do século passado, nos seus aforismos 4.º e 9.º — «Diz-me o que comes e eu te direi quem tu és»; «Tem mais importancia para a felicidade da humanidade a descoberta dum prato novo, do que a descoberta d’uma nova estrella» —, tambem podemos dizer hoje: «Diz-me quantos gourmets tens no teu paiz e eu te direi qual é o estado da sua economia e o progresso da sua riqueza».

Um paiz sem gourmets é um paiz insusceptivel de progresso, é a rotina, o aborrecimento, é a paragem, é portanto, a morte, porque, na vida das nações, hoje, parar é morrer.

Diz-se que a humanidade está dividida em dois grupos: uns dos que vivem só para comer, outros dos que comem para viver.

O gourmet não pertence a nenhum d’estes, vive para gozar, comendo bem, passando a vida alegre, feliz e consolada; enquanto os outros não se distinguem dos animaes comendo, porque comem o que lhes dão, a questão é haver quem lhes saiba dar, só o gourmet é que escolhe o que come, porque sabe porque rejeitar o que não sabe bem ou seja o que não é bom.

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1935 Uma academia de gastrónomos em Lisboa — as tradições da gastronomia portuguesa

Uma academia de gastrónomos em Lisboa — as tradições da gastronomia portuguesa

1935

TITLE: Uma academia de gastrónomos em Lisboa — as tradições da gastronomia portuguesa

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AUTHOR: Albino Forjaz de Sampaio

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO: 

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Publicações Periódicas

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1935

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Diário de Lisboa. — Lisboa. — A. 14, n.º 4376 (22 Jan. 1935), p. 9

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: 

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN J. 4349 M.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 824

OBSERVAÇÕES:

824

SAMPAIO, Albino Forjaz de, 1884–1949

Uma academia de gastrónomos em Lisboa — as tradições da gastronomia portuguesa / Albino Forjaz de Sampaio
Diário de Lisboa. — Lisboa. — A. 14, n.º 4376 (22 Jan. 1935), p. 9

BN J. 4349 M.

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150 Maneiras de cozinhar miolos, fazer purés, picados para recheio e 50 receitas de cozinhar grão e feijão

150 Maneiras de cozinhar miolos, fazer purés, picados para recheio e 50 receitas de cozinhar grão e feijão

TITLE: 150 Maneiras de cozinhar miolos, fazer purés, picados para recheio e 50 receitas de cozinhar grão e feijão

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AUTHOR: White Miraflor

NOTAS DE AUTORIA: Feminino

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia em série

DATA  DE PUBLICAÇÃO: (n.d.)

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Barateira Bookshop

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Brochado

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: Colecção Doméstica 12

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

OBSERVAÇÕES:

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100 Maneiras de fazer molhos para acompanhar diversos pratos e 100 Receitas de almoços e jantares Vegetarianos

100 Maneiras de fazer molhos para acompanhar diversos pratos e 100 Receitas de almoços e jantares Vegetarianos

TITLE: 100 Maneiras de fazer molhos para acompanhar diversos pratos e 100 Receitas de almoços e jantares Vegetarianos

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AUTHOR: White Miraflor

NOTAS DE AUTORIA: Feminino

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia em série

DATA  DE PUBLICAÇÃO: (n.d.)

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Barateira Bookshop

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Brochado

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: Colecção Doméstica 11

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

OBSERVAÇÕES:

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100 Maneiras faceis e económicas de cozinhar ovos e 100 formas de cozinhar arroz

100 Maneiras faceis e económicas de cozinhar ovos e 100 formas de cozinhar arroz

TITLE: 100 Maneiras faceis e económicas de cozinhar ovos e 100 formas de cozinhar arroz

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AUTHOR: White Miraflor

NOTAS DE AUTORIA: Feminino

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia em série

DATA  DE PUBLICAÇÃO: (n.d.)

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Barateira Bookshop

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Brochado

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: Colecção Doméstica 11

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

OBSERVAÇÕES:

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75 formas fáceis e económicas de cozinhar bacalhau e 75 maneiras de preparar diversas saladas

75 formas fáceis e económicas de cozinhar bacalhau e 75 maneiras de preparar diversas saladas

TITLE: 75 formas fáceis e económicas de cozinhar bacalhau e 75 maneiras de preparar diversas saladas

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AUTHOR: White Miraflor

NOTAS DE AUTORIA: Feminino

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia em série

DATA  DE PUBLICAÇÃO: (n.d.)

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 2nd edition

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Barateira Bookshop

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Brochado

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: Colecção Doméstica 9

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

OBSERVAÇÕES: