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Garum

Artigo – Garum – Revista Conservas de Peixe

Artigo – O Garum – Revista de Conservas número nº 21 – Dezembro 1947 Ano II

NOTAS PARA A HISTÓRIA DA INDÚSTRIA

O GARUM

Pelo Engenheiro Henrique Parreira

A indústria da salga do peixe no nosso país remonta, pelo menos, à época em que os fenícios aqui tiveram colónias, anteriormente, portanto, ao ano 1000 antes de Cristo.

Mais tarde, os cartagineses deixaram sinais, ainda hoje reconhecíveis, da existência de instalações de salgas no litoral do Algarve, assim como na Andaluzia espanhola.

As investigações arqueológicas puseram a descoberto, na costa sul do país, restos de fábricas de salgas que, embora tendo laborado na época romana, teriam, certamente, existência anterior.

Essas colónias de pescadores dedicavam-se à produção de uma conserva com características semelhantes às nossas actuais anchovas, que em latim se chamava «garum» e, em grego, «garon».

O «garum» era uma espécie de molho que se obtinha principalmente com as vísceras e certas partes do corpo do atum, moreia, sarda e esturjão, misturadas, por vezes, com outros peixes pequenos inteiros, tudo adicionado com bastante sal e exposto ao sol durante cerca de dois meses, sendo agitado de vez em quando.

Quando se pretendia acelerar a operação, empregava-se o aquecimento artificial. Depois de terminada a “maturação”, o produto era coado ou peneirado em cestos de vime, aproveitando-se tanto o líquido como a parte sólida.

Havia assim várias qualidades de «garum», conforme o processo por que fora obtido, os peixes empregados, as ervas aromáticas que se lhe juntavam, etc.

O «garum sociorum», isto é, «garum dos aliados», que era importado em Roma vindo das Espanhas, tinha fama de ser dos melhores; era um produto negro, fabricado, principalmente, com sarda ou cavala, a que se juntava sangue de atum.

O garum aplicava-se em grande número de casos na culinária da época, acompanhando legumes, frutas, carnes, etc., ou apresentando-se misturado com vinho («oenogarum»), vinagre («oxigarum»), azeite («oleogarum») ou simplesmente com água («hydrogarum»).

Possuía propriedades estimulantes do apetite, desempenhando o papel que mais tarde viria a pertencer às especiarias do Oriente. Na época helenística, na Grécia, e depois em Roma, os próprios médicos recomendavam as suas propriedades alimentares e curativas, o que se explica, à luz da ciência actual, pela riqueza em vitaminas antiraquíticas das vísceras dos peixes.

É claro que o abuso do excitante seria prejudicial, como todos os condimentos, e assim o fazia notar Séneca.

O facto é que o «garum» era muito apreciado pelos gastrónomos da Roma Imperial. Não só os ricos dele usavam, antes em todas as mesas seria condimento indispensável ou, pelo menos, muito apreciado, sob as diferentes modalidades em que o forneciam os «negotians salsarius», isto é, os negociantes de molhos. Marcial, descrevendo uma ceia, refeição correspondente entre os romanos ao nosso jantar, de carácter sóbrio, mas bastante requintado, refere uma ementa em que entravam os seguintes acepipes: ovos cortados em bocados pequenos em cima de anchovas numa camada de arruda, e têtas de porca temperadas com salmoura de atum. Esta salmoura não era outra senão o «garum»; quanto às anchovas referidas, é provável que se tratasse também de garum, preparado de outra maneira.

As instalações de salga de peixe, cujas ruínas foram postas a descoberto, principalmente no Algarve, seriam as fábricas desta conserva, remotos antepassados das contemporâneas anchovas. A abundância de peixe na costa sul, especialmente do atum — matéria-prima mais apreciada para o fabrico desta especialidade —, conjugada com a existência de sal, também em abundância, estiveram na origem do desenvolvimento da indústria.

A atestar a importância das pescarias em épocas remotas estão cidades fenícias que tinham como brasão nas suas moedas dois atuns: Gades (Cádiz), Malaka (Málaga), Sexi (Almuñécar) e Abdera (Adra), cidades do litoral espanhol.

Em Portugal, já no tempo dos romanos, cunhavam-se moedas tendo peixes como emblema, entre outras, em Ossonoba (Faro), Baesuris (Castro Marim), Myrtilis (Mértola) e Salacia (Alcácer do Sal).

Na foz do Sado, defronte de Setúbal, em Tróia, existem ruínas de importantes salgas de peixe.

Mas deve ter sido quase unicamente no sul que se fabricou o «garum». Desde a foz do Guadiana até ao Cabo de São Vicente encontraram-se restos de instalações de salga nos locais que têm hoje os seguintes nomes: Cacela, Antas, Torre d’Ares, Quarteira, Armação de Pêra, Portimão, Vau, Luz e Boca do Rio.

Desta simples enumeração se pode prever a importância que a indústria alcançou em épocas passadas.

As instalações, avaliando pelo que ainda hoje se pode observar, seriam constituídas, em geral, por uma oficina grande de preparação e corte do peixe, cujo solo, constituído por um conglomerado artificial ligado com argamassa, estava ligeiramente inclinado para o mar.

Junto das paredes havia mesas, formadas por chapas lisas de pedra, destinadas à limpeza do peixe que, em seguida, era lavado com água em abundância, a qual se escoava pelo pavimento da valagem em direcção ao mar.

Os tanques de moura, de ângulos arredondados, com furo de sangria no fundo, estariam provavelmente dispostos ao ar livre para neles se dar a maceração do peixe. Alguns, em Tróia, têm cerca de 3 m de comprimento por 1,5 m de largura e 1,5 m de profundidade; no Algarve há outros maiores e mais bem feitos.

Outras dependências da fábrica seriam armazéns e oficinas de preparação das embalagens.

O garum era expedido em ânforas ou vasos de barro que levavam inscrito o tipo de garum que continham. Já então, os dizeres das embalagens deviam indicar claramente o conteúdo, como hoje se exige por força de lei: as vasilhas encontradas em Itália contêm inscrições como «garum sociorum», «garum de primeira», etc.

Engenheiro Henrique Parreira

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1947 O peixe é um alimento completo Ficha Livro

O peixe é um alimento completo

1947

TITLE: O peixe é um alimento completo

SUB TITLE: 

AUTHOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1947
Segundo Congresso Nacional da Pesca

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: 

PUBLISHER: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 25695 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 400

OBSERVAÇÕES:

400

O peixe é um alimento completo. – Lisboa: Congresso Nacional de Pesca, 1947

Com receitas

BN S.A. 25695 P.

Outra ed.:
– Nova ed. – Matosinhos: Grémio dos Armadores da Pesca de Arrasto, 1965 (S.A. 30210 V.)

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1946 Revista Conservas de Peixe

Canned Fish Magazine

TITLE: Canned Fish Magazine

SUB TITLE: 

AUTHOR: Monthly technical magazine on the canned fish industry and trade, owned by Sociedade da Revista Conservas de Peixe, directed by António de Oliveira Torres Botelho, based in Lisbon.

NOTAS DE AUTORIA: Total issues published 321

Covers designed by ETP Estúdio Técnico de Publicidade

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Publicações Periódicas

DATA  DE PUBLICAÇÃO: Publication between / Date range: 1946 to 1972

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: Primeira edição da revista Conservas de Peixe, sobre a indústria portuguesa de peixe em conserva

LOCAL: 

PUBLISHER: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: Canned Fish Magazine

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 00

OBSERVAÇÕES:

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SEA SEAL BOOKS collection

1945 O Livro de Pantagruel

1945 - O Livro de Pantagruel

Cozinha - Doçarias - Bebidas

TITLE: The Book of Pantagruel

SUB TITLE: Cozinha – Doçarias – Bebidas

AUTHOR: Bertha Rosa Limpo

NOTAS DE AUTORIA: Feminino

PREFÁCIO: Bertha Rosa Limpo

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1946

DEPÓSITO LEGAL: 1945

EDIÇÃO: 1ª edição (74.ª edições)

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Editorial O Século

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: Soc. Nac. de Tipografia

ENCADERNAÇÃO: Capa dura

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 1012, 12 p

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR 16ª edição

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 14324 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 278

OBSERVAÇÕES:

278
LIMPO, Berta Rosa, ?–1981
The Book of Pantagruel / Bertha Rosa-Limpo. – Lisboa:
O Século, 1945

BN S.A. 14324 V.

Outras ed.:
– [10.ª ed.] – 1950 (S.A. 15663 V.; S.A. 15824 V.)
– 1952 (S.A. 16582 V.; S.A. 16976/7/8 V.)
– 15.ª ed. – 1955 (S.A. 17550 V.)
– 16.ª ed. – 1955 (S.A. 20934 V.)
– 17.ª ed. – 1955 (S.A. 20933 V.)
– 18.ª ed. – 1955 (S.A. 20932 V.)
– 19.ª ed. – 1955 (S.A. 22187 V.)
– [D. L. 1970] (S.A. 37613 V.; S.A. 37989 V.)
– [D. L. 1971] (S.A. 39616 V.; S.A. 39758 V.)
– 27.ª ed. / colab. de Jorge Brum do Canto e Maria Manuela Limpo
Caetano. – imp. 1973. – 2 vol. (S.A. 41906–07 V.)
– 28.ª ed. – imp. 1973 (S.A. 43746–47 V.)
– 31.ª ed. – imp. 1976 (S.A. 48075–76 V.)
– 32.ª ed. – imp. 1976 (S.A. 48181–82 V.)
– 39.ª ed. – imp. 1986 (S.A. 64975 V.)

16ª edição - 1955 - O Livro de Pantagruel

SELO DE MAR

Frontispício  1ª edição

“Culinária no Feminino: Os Primeiros Livros de Receitas Escritos por Portuguesas”, Caderno Espaço Feminino, vol. 19, n.º 1, Uberlândia Minas Gerais), 2008, pp. 117-141.

Isabel M. R. Mendes Drumond Braga

To mark the end of the Second World War, the lyrical singer Berta Rosa Limpo (b. 1981) published O Livro de Pantagruel in 1945, a classic that went to press in 1997 for its 63rd edition, revised and updated by Maria Manuela Limpo Caetano. This is a unique work on the Portuguese culinary publishing scene, originally containing 1,500 recipes, many of them of a distinctly international nature. Unlike almost all previous works, this cookery book was not written with the well-off in mind. In the preface to the first edition, the author confessed her passion for cookery, her first compilation of family recipes, which she carried out in 1914, and her direct contact with French and Italian chefs from the different European hotels she toured, who provided her with various recipes. He also realised that all the recipes had been tried and that they all gave good results if the instructions were followed to the letter.

Texto em BiBlioAlimentAriA

Alimentação, Saúde e Sociabilidade à Mesa no acervo bibliográfico da Universidade de Coimbra

Carmen Soares (Coord.)

Imprensa da Universidade de Coimbra
Coimbra University Press

LIMPO, Bertha Rosa,

O livro de Pantagruel (1955)

A autora (1893‑1981) é uma compiladora confessa e reconhecida a todas as “cozinheiras amadoras” que lhe foram oferecendo as suas receitas, conforme deixa claro na primeira página do livro, denominada “página de honra”, uma espécie de tabula gratulatoria com os nomes de amigas que a agraciaram ao longo dos anos com o seu saber culinário.

A máxima escolhida por Berta Rosa Limpo para “cartão de visitas” daquela que foi, dentro do género literário em apreço, a obra mais editada em Portugal ao longo de todo o século XX 35, com 75 edições, denuncia a filiação da autora na conceção de mesa como espaço de convívio e sociabilização (de raízes clássicas gregas milenares), condensada na frase: “grande sabedoria é comer e beber em boa companhia”, impressa em letras capitais na página que antecede o prefácio (pp. IX‑XIII).

Seguem‑se os prefácios, primeiro o da autora, depois o de amigos por ela escolhidos. Atentemos nas palavras de Berta Rosa  Limpo, uma vez que visam testemunhar, na primeira pessoa, a relação (inesperada, mas íntima) de uma artista do canto e do piano, senhora e dona de casa de boas famílias, com uma arte igualmente requintada, ainda que subvalorizada (ou mesmo menosprezada), a arte da (boa) cozinha. Escritas num registo de proximidade com as leitoras, essas palavras destinam‑se a cativá‑las pelo retrato que, num discurso descontraído, bem‑humorado e repleto do glamour, apresentam da autora e da obra. O público leitor, como sempre, é um coletivo feminino, que se revê no modelo de vida da escritora ou a ele aspira. De menina curiosa, criativa e aventureira – que na ausência da mãe brincava aos teatrinhos líricos e servia às amiguinhas umas “petisqueiras” confecionadas com produtos surripiados da farta despensa – Berta muito cedo (com apenas 15 anos) assume o papel de esposa e dona de casa, inexperiente é certo, mas resoluta em tornar‑se uma anfitriã afamada também pelo requinte das suas receções. A biografia que faz desses anos de aprendizagem empenhada e voluntariosa dos segredos da cozinha revela a harmonia que, neste domínio como noutros, deve haver entre conhecimento teórico e prático. É dessa sua propensão natural para acumular saber com metodologia que nasce, cedo (em 1914, aos 20 anos de idade), a Berta autora de livros de receitas. A escrita, conforme a própria revela, é fruto do seu trabalho de salvaguarda do património culinário familiar (composto pelas “boas receitas que existiam na família”, p. XI), do seu labor de colecionista (na recolha de receitas pelos lugares por onde viajava, sendo que o seu elevado nível social a colocou em contacto com a alta cozinha estrangeira então mais prestigiada, a francesa e a italiana) e da criatividade do seu génio. É com uma pitada de orgulho que Berta Rosa Limpo revela o rigor e método dessa tarefa de pesquisa (p. IX):

“Assim, por aí fora, fui enchendo cadernos, cadernos ordenados, com os seus competentes índices, de receitas experimentadas, corrigidas, aperfeiçoadas e também algumas… inventadas”.

Conhecedora da psicologia feminina, a autora revela‑se mestra na arte da captação de futuras compradoras do seu livro. Assim, conjuga na escrita “ingredientes” que persuadiriam as leitoras: deleite, eficiência, economia, simplicidade, requinte, fiabilidade e sedução. Para tal a autora garante, respetivamente: receitas saborosas, conselhos úteis e práticos, preparados a preços módicos (diferentemente das “receitas quase impraticáveis, por dispendiosíssimas” de outros livros), de fácil execução, alheios ao “vulgar” (“conhecido de toda e qualquer banal cozinheira”, p. XII), todos experimentados e excelentes trunfos na arte de seduzir os maridos (“que ficam pelo “beicinho”, se, depois de um dia de intenso trabalho, as suas mulheres lhes fizerem servir um jantar apetitoso e bem servido”, p. XIII).

Já no que se refere às receitas que foram sendo publicadas nas sucessivas edições, é de assinalar que a mudança da matriz burguesa e requintada (inicialmente marcada por uma oferta orientada para os gostos das elites, dominados pelos padrões francês e italiano) se dá em 1952, com a publicação da 11.ª edição. Introduzem‑se, então, rubricas culinárias que denunciam preocupações economicistas e orientadas para um público económica e socialmente mais diversificado. Dessas reorientações dão conta o aparecimento das seguintes novas quatro rubricas: cozidos, bacalhau, enchidos e alimentação para crianças. Também a aproximação à culinária nacional faz parte das principais renovações desta edição, com uma presença clara de cozinha portuguesa, muito em especial no setor da doçaria. Aí deparamos com títulos de exemplos da culinária dos territórios portugueses (Biscoitos de Torres Novas, Biscoitos dos Açores, Bolos de Elvas, Coimbras, Pratas de Cascais, Bolo de mel do Algarve, Bolo de mel da Ilha da Madeira, Quéques de Odivelas, Bolos algarvios, Bolos de Lisboa, Broas de Alcobaça, Queijinhos da Madeira, Rolo‑torta de Viana – com 7 receitas diferentes – Tigelas de Abrantes, Bolo Coimbra, Pasteis de Tentúgal, Nógado do Algarve), da “cozinha de autora” (Bolo de chocolate à minha moda) e da culinária honorífica (com nomes próprios de várias pessoas, como: Palitos Maria de Lourdes, Bolos da Olga, Bolo Maria Alice e Pudim Adelina, entre outros), categoria em que não está ausente a “culinária dos afetos” familiares (Argolas da prima Maria, Bolos da Tia Aniquinha, Bolos da Tia Rosa, Quadrados da Tia Anica, Bolo da prima Guiomar, Maçãs da Tia Firmina e Arroz doce à moda da minha Mãe). Importa notar que a renovação editorial da obra, ocorrida com a 11.ª edição, correspondeu a uma duplicação do número total de receitas, que passou de 1500 para 3000!

(CS)

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1945 Uma pessoa muito falada mas quase totalmente desconhecida: Gomes de Sá e o bacalhau que o imortalizou

Uma pessoa muito falada mas quase totalmente desconhecida: Gomes de Sá e o bacalhau que o imortalizou

1995

TITLE: Uma pessoa muito falada mas quase totalmente desconhecida:

SUB TITLE: Gomes de Sá e o bacalhau que o imortalizou

AUTHOR: Luís Ferreira

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO: 

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1945

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Ver e Crer. — Lisboa. — N. 6 (Out. 1945), p. 50–52

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS:

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Colecção Particular

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN J. 2626 B.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 764

OBSERVAÇÕES:

764

FERREIRA, Luís
Uma pessoa muito falada mas quase totalmente desconhecida: Gomes de Sá e o bacalhau que o imortalizou / Luís Ferreira
Ver e Crer. — Lisboa. — N. 6 (Out. 1945), p. 50–52

BN J. 2626 B.

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1945 Receitas de cozinha / Ramalho Ortigão

Receitas de cozinha

1945

TITLE: Receitas de cozinha

SUB TITLE: 

AUTHOR: Ramalho Ortigão

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1945

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: In: Contos e páginas dispersas / Ramalho Ortigão. — Lisboa : Livraria Clássica Editora, 1945. — p. [247]-253. — (Obras Completas de Ramalho Ortigão)

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN L. 36504 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 801

OBSERVAÇÕES:

801

ORTIGÃO, Ramalho, 1836-1915

Receitas de cozinha / Ramalho Ortigão
In: Contos e páginas dispersas / Ramalho Ortigão. — Lisboa : Livr. Clássica Editora, 1945. — p. [247]-253. — (Obras Completas de Ramalho Ortigão)

BN L. 36504 P.

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Gastronomy collections

Cabaz das Compras Calendário das Cozinheiras – (colecção)

Cabaz das Compras - Calendário das Cozinheiras

TITLE: Cabaz das Compras

SUB TITLE: Calendário das Cozinheiras 

AUTHOR: Miquelina Martins

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: 

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1943 – 1944

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1st edition

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Edições VIC

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Brochado

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Cabaz das Compras – números 1 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

OBSERVAÇÕES:

CABAZ DAS COMPRAS — N.º 1 — Miguelina Martins, 
«Conselhos a quem vai a um restaurante de luxo», por VIC.

Maio
ilustração de Eduardo Teixeira Coelho (ETC)

SELO DE MAR collection

CABAZ DAS COMPRAS — N.º 2 — Miguelina Martins, 
«Arte de pôr a mesa», por A. R. — ex-maître de hotel do Ritz de Londres e Crillon de Paris.

 

Junho
ilustração de Álvaro Duarte de Almeida

CABAZ DAS COMPRAS — N.º 3 — Miguelina Martins, 
«Como distribuir os convidados à mesa» — 1.ª parte, por B. de S.

Junho 1943

SELO DE MAR collection

CABAZ DAS COMPRAS — N.º 4 — Miguelina Martins, 
«Como distribuir os convidados à mesa» — 2.ª parte, por B. de S.

Nº 4

Agosto 1943

SELO DE MAR collection

CABAZ DAS COMPRAS — N.º 5 — Miguelina Martins, 
«Roupa de Mesa».

Nº 5

Nº 6

Nº 7

N° 8
Dezembro de 1943
ilustração de Eduardo Teixeira Coelho (ETC)

SELO DE MAR collection

nº 9
Janeiro de 1944
ilustração de Álvaro Duarte de Almeida

Nº 10

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1994 Olleboma

Olleboma

Culinária Portuguesa

TITLE: Olleboma

SUB TITLE: Culinária Portuguesa

AUTHOR: António Maria de Oliveira Belo

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Assírio & Alvim

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE:
SELO DE MAR
Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: S.A7. 8718 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 94

OBSERVAÇÕES:

PREÂMBULO

José Quitério

António Maria de Oliveira Bello nasceu em Lisboa, em 1872. Oriundo de família abastada ligada ao sector moageiro, licenciou-se no antigo Instituto Superior do Comércio e cedo abraçou a vida industrial e de negócios. Ao longo da sua existência desempenhou elevados cargos na área económica. A saber: delegado da indústria da moagem no Mercado Central de Produtos Agrícolas, membro do Conselho Superior da Marinha Mercante, membro do Conselho Superior Técnico Aduaneiro, director da Associação Comercial de Lisboa, director da Companhia Colonial de Navegação e director da Sociedade Portuguesa de Seguros. Neste âmbito colaborou assiduamente na imprensa e proferiu múltiplas conferências.

Como homem político, de cariz acentuadamente conservador, militou no Partido Regenerador Liberal de João Franco, de quem foi íntimo, tendo, como deputado, contribuído para a elaboração da lei de seguros e da lei dos trigos (1907). Abandonou a política a seguir ao regicídio e, sem renegar as suas convicções monárquicas, voltou ao Parlamento no tempo de Sidónio Pais (1918), como representante da Associação Comercial, altura em que fez parte do Conselho Superior Económico (com o industrial Alfredo da Silva, entre outros). Após o 28 de Maio de 1926, de acordo com a recordação dos descendentes, terá sido convidado para Ministro das Finanças, cargo que recusou e viria depois a ser ocupado por Oliveira Salazar.

Um outro campo, este científico, que mereceu o interesse de António Bello foi o da mineralogia. Reuniu uma importante colecção mineralógica de Portugal e colónias, e publicou trabalhos desta índole no Boletim da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, instituição de que chegou a ser presidente.

Em consequência duma queda ocorrida em 27/08/1935 na sua residência da Avenida da Liberdade, que lhe provocou fractura craniana, e de complicações subsequentes derivadas dum antraz e da sua condição de diabético, faleceu na casa de saúde de Benfica, em 24 de Outubro de 1935, pelas 13,30 horas, encontrando-se sepultado em jazigo de família no cemitério dos Prazeres.


Claro que tem que ser desenvolvido com mais detalhe o papel, importantíssimo e primordial, de Oliveira Bello como gastrónomo e gastrólogo, razão de ser deste preâmbulo e deste livro.

Comecemos pela sua obra escrita e impressa. De 1928 é o livro Culinária, assinado simplesmente Olleboma (Lisboa, Tip. da Empresa Diário de Notícias, 1928; XV + 749 p.). Esclareça-se desde já que o pseudónimo é um anagrama: lendo ao contrário, A corresponde a António, M a Maria, O a Oliveira e BELLO é explícito. O volume é um completíssimo tratado de cozinha, do melhor que até hoje se fez entre nós, sob influência gaulesa, ou, como o autor escreve no prefácio, «seguindo os ensinamentos da cozinha francesa, que é a mais perfeita, a mais artística e higiénica».

Já póstumo, possivelmente em 1936, surgiria o ora reeditado Culinária Portuguesa (Lisboa, edição do autor, Escola Tipográfica Oficinas de S. José, s/d; prólogo de Albino Forjaz de Sampaio; XVIII + 336 p.), que teve mais que uma reimpressão. E aqui estamos perante a primeira recolha sistemática do receituário português, o que bastaria para se ficar eternamente grato a António Bello, sem o qual estaria perdida grande parte do nosso património culinário, irremediavelmente.

Para além destas duas obras capitais, conheço mais quatro escritos do nosso autor. Em 1933, de 26 de Novembro a 1 de Dezembro, a Associação dos Olivicultores de Portugal promoveu a realização, em Lisboa, do XI Congresso Internacional de Oleicultura. Nas respectivas actas, publicadas em língua francesa (Actes du XIe Congrès International d’Oléiculture — Lisboa, Casa Portuguesa, 1933), lá se regista a comunicação de Oliveira Bello (pp. 148-156), L’huile d’olive dans l’art culinaire, uma apaixonada e fundamentada apologia da gordura-rainha.

Foi também dos primeiros que soube entrever e perspectivar o fenómeno do Turismo, tendo, de resto, sido membro fundador da Sociedade Propaganda de Portugal e integrado o Conselho de Turismo Internacional, do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Tendo em atenção que «a indústria do turismo é considerada hoje como a mais importante para o progresso e desenvolvimento da economia dos países que exploram com inteligência», que «a indústria hoteleira é a verdadeira base do turismo e o elemento fundamental da sua organização», e considerando o atraso nacional nesta matéria, elaborou uma informada e exaustiva tese intitulada Necessidade de criação de cursos hoteleiros, apresentada ao I Congresso da União Nacional, de Maio de 1934, publicada no volume V (pp. 306-417) dos Discursos, Teses e Comunicações do dito simpósio (Lisboa, Edição da União Nacional, 1935). Infelizmente haveria que se esperar ainda vinte e dois anos para a criação da primeira escola hoteleira do país.

Dentro da mesma linha, a de que «não pode haver bom turismo sem gastronomia perfeita», escreveu um artigo, «Gastronomia e Turismo», para o Almanaque Lello de 1935 (Porto, Livraria Lello). De muito maior fôlego a sua comunicação ao I Congresso Nacional do Turismo de 1935, A Culinária Portuguesa e o Turismo, trabalho que, por entretanto ter falecido, foi apresentado e lido pelo seu filho primogénito António.

Publicado em separata (I Congresso Nacional de Turismo, V Secção, Lisboa, 1936), iria constituir, conforme intenção do autor, o prefácio deste Culinária Portuguesa.

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1944 Conservação caseira de produtos hortícolas

Conservação caseira de produtos hortícolas

1944

TITLE: Conservação caseira de produtos hortícolas

SUB TITLE: 

AUTHOR: Maria Ana de Campos Carvalho Godinho

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1944

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Junta Nacional das Frutas

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Separata Boletim da Junta Nacional das Frutas, 4 (11)

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 14568 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 770

OBSERVAÇÕES:

770
GODINHO, Maria Ana de Campos Carvalho
Conservação caseira de produtos hortícolas / Maria Ana de Campos Carvalho Godinho. — Lisboa : [Junta Nacional das Frutas], 1944

Sep. Boletim da Junta Nacional das Frutas, 4 (11)

BN S.A. 14568 V.

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1944 Os defeitos do pão

Os defeitos do pão

1944

TITLE: Os defeitos do pão

SUB TITLE: 

AUTHOR: António Luís

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1944

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1.ª edição

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Imp. Artística

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: 

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 24823  P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 689

OBSERVAÇÕES:

689

DANTAS JÚNIOR, António Luís
Os defeitos do pão / A. L. Dantas . — Lisboa : [s. n.], 1944
(Lisboa : Imp. Artística)

BN S.A. 24823  P.