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1910 A Nossa cozinha

A Nossa cozinha

1910

TITLE: A Nossa cozinha

SUB TITLE: 

AUTHOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Publicações Periódicas

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1910

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 

LOCAL: Lisbon

EDITORA/EDIÇÃO:

O Jornal da Mulher. — Lisboa. — A. 1, n. 5 (5 Set. 1910), p. 40;
n. 6 (20 Set. 1910), p. 44;
n. 7 (5 Out. 1910), p. 55;
n. 9 (5 Out. 1910), p. 76

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998:BN J. 1806 B.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 793

OBSERVAÇÕES:

793

A Nossa cozinha
O Jornal da Mulher. — Lisboa. — A. 1, n. 5 (5 Set. 1910), p. 40;
n. 6 (20 Set. 1910), p. 44;
n. 7 (5 Out. 1910), p. 55;
n. 9 (5 Out. 1910), p. 76

Sem receitas

BN J. 1806 B.

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1909 Os doces dos arraiais e festas / José Martins 

Os doces dos arraiais e festas

1909

TITLE: Os doces dos arraiais e festas

SUB TITLE: 

AUTHOR: José Martins

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Publicações Periódicas

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1909

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 

LOCAL: Porto

EDITORA/EDIÇÃO:O Tripeiro. — Porto. — A. 2, n. 52 (1 Dez. 1909), p. 253

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998:BN J. 3651 B.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 788

OBSERVAÇÕES:

788

MARTINS, José

Os doces dos arraiais e festas / José Martins
O Tripeiro. — Porto. — A. 2, n. 52 (1 Dez. 1909), p. 253

BN J. 3651 B.

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1909 A Arte de cosinha

A Arte de cosinha:

novo tratado de cosinha, confeitaria, pastelaria, salsicharia practica, etc.

TITLE: A Arte de cosinha: 

SUB TITLE: novo tratado de cosinha, confeitaria, pastelaria, salsicharia practica, etc.

AUTHOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1909

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Parceria António Maria Pereira

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 13558 P.; S.A. 13559 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 81

OBSERVAÇÕES:

81

Arte de cosinha: novo tratado de cosinha, confeitaria, pastelaria, salsicharia prática, etc. – Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1909. – BN S.A. 13558 P.; S.A. 13559 P.

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1908 O cozinheiro luso-americano

The Portuguese-American chef

1908

TITLE: The Portuguese-American chef

SUB TITLE: 

AUTHOR: Julia C. de Menezes

NOTAS DE AUTORIA: (Variadissimas formas de Cozinhados escritas por Ilustres Senhoras Americanas e Portugezas e colligidas D. Julia C. de Menezes).

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1908

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 2.ª edição
Outra ed.:
– 2.ª edição muito melhorada (S.A. 18725 P.)

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Livraria Classica Editora

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 13510 P.
S.A.1 3509 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 344

OBSERVAÇÕES:

344

MENEZES, Júlia C. de
The Portuguese-American chef / por Júlia C. de Menezes. – Lisboa: Livr. Clássica Editora, 1908
BN S.A. 13510 P.
S.A.1 3509 P.

Outra ed.:
– 2.ª ed. muito melh. (S.A. 18725 P.)

Ver também:

345

MENESES, Júlia C. de
Receitas da Avó / Júlia C. Teixeira. – Nova ed. / coord. por Maria José Teixeira de Vasconcelos Sá. – Lisboa: Livr.
Clássica Editora, imp. 1961

Reedição de The Portuguese-American chef

Colecção António Teixeira Leão

“Acrescida de um grande número de receitas que se encontravam dispersas e que muito a valorizam e após profunda e cuidada revisão, publica-se agora a presente edição do  livro ” O Cozinheiro Luso-Americano” sob o novo título de “Receitas da Avó”. Para a realização deste trabalho foi escolhida uma neta da autora, Maria José Teixeira de Vasconcellos e Sá, que pelos seus conhecimentos da matéria, a preparou e orientou inteiramente de acordo com o desenvolvimento que o gosto pela culinária atingiu entre nós, mas sem que o seu tão apreciado carácter prático fosse em qualquer caso obliterado.”

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1908 Enguias assadas à pescador / Fran-vi-bar-ma

Enguias assadas à pescador / Fran-vi-bar-ma

1908

TITLE: Enguias assadas à pescador / Fran-vi-bar-ma

SUB TITLE: 

AUTHOR: António Gomes da Rocha Madahil

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Publicações Periódicas

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1908

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Aveiro

EDITORA/EDIÇÃO:
Campeão das Províncias. — Aveiro. — A. 57, n. 5815 (12 Dez. 1908), p. [3], coln. Especialidades de Aveiro;
a. 57, n. 5816 (16 Dez. 1908), p. [3];
a. 57, n. 5817 (19 Dez. 1908), p. [2-3];
a. 57, n. 5818 (23 Dez. 1908), p. [2-3]

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BNJ. 3060 G.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 785

OBSERVAÇÕES:

785
MAGALHÃES, Francisco Vitorino Barbosa de

Enguias assadas à pescador / Fran-vi-bar-ma

Campeão das Províncias. — Aveiro. — A. 57, n. 5815 (12 Dez. 1908), p. [3], coln. Especialidades de Aveiro;
a. 57, n. 5816 (16 Dez. 1908), p. [3];
a. 57, n. 5817 (19 Dez. 1908), p. [2-3];
a. 57, n. 5818 (23 Dez. 1908), p. [2-3]

BNJ. 3060 G.

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1906 Os nossos homens de letras cozinheiros

Os nossos homens de letras cozinheiros

1906

TITLE: Os nossos homens de letras cozinheiros

SUB TITLE: 

AUTHOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Publicações Periódicas

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1906

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 

LOCAL: Lisbon

EDITORA/EDIÇÃO:

Ilustração Portuguesa. — Lisboa. — S. 2, v. 2 (17 Set. 1906), p. [193]-198

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998:BN J. 2555 M.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 795

OBSERVAÇÕES: Ilustrado com fotografias

795

Os nossos homens de letras cozinheiros
Ilustração Portuguesa. — Lisboa. — S. 2, v. 2 (17 Set. 1906), p. [193]-198

BN J. 2555 M.

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1906 Como devo Governar a minha Casa

Como devo Governar a minha Casa

1906

TITLE: Como devo Governar a minha Casa

SUB TITLE: 

AUTHOR: Virginia de Castro e Almeida

NOTAS DE AUTORIA: Modificação e adaptação do livro italiano de Giulia Ferraris Tamburini

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1906

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Livraria Classica Editora – A. M. Teixeira & Cª

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 468 págs.

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

Como devo Governar a minha Casa BNP

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 00

OBSERVAÇÕES:

"the kitchen is completely in the hands of the cook, but it requires the special care of the housewife [...] the kitchen is the biggest consumer of financial resources and it is necessary that it does not only provide essential sustenance but also a little pleasure, especially for the owner of the house who contributes so much to the expenses"

How should I run my house, Garfadas online

in
BiblioAlimentaria

1. Memória gastronómica

15. MARIA, Rosa, Como devo governar a minha casa (19‑‑?)

Este pequeno livro de 46 pp., escrito por alguém que vive a depressão económica que grassa em Portugal durante e entre as duas guerras mundiais da 1.ª metade do século xx, insere‑se numa clara linha editorial de formação da dona de casa em matéria de economia doméstica. O caráter doutrinário e didático do opúsculo evidencia‑se na estrutura que apresenta, uma vez que nas oito páginas iniciais a Autora 27 doutrina sobre as virtudes e os vícios responsáveis por uma economia familiar equilibrada ou ruinosa, seguindo‑se 31 páginas (uma para cada dia do mês) de ementas diárias de modesto custo (pelo que os três pratos propostos por dia vêm intitulados de “cosinha económica”), acompanhadas, na metade direita da página, por uma lista fixa de ingredientes a comprar e consumíveis de confeção (carvão, petróleo, luz, água) e de limpeza (sabão). Apresentamos nesta página o exemplo do orçamento do “Dia 1”.

O marketing editorial subjazia a uma publicação de caráter mensal como esta, uma vez que na última pág. do folheto se informa as leitoras do local onde se poderiam adquirir “orçamentos mensais” idênticos a este e de que a aquisição desses vols. de 32 pp. (à razão de um por mês) custava menos à bolsa familiar do que a compra de papel almaço (vendido avulso em papelarias, para o mesmo fim: registo das receitas e despesas mensais de um orçamento familiar).

O público alvo da presente publicação é a mulher casada, entre cujas funções consta, como adverte a Autora, “a obrigação de organizar a vida do lar, em conformidade com os proventos da família, adquiridos mensalmente” (p. 3). Como se percebe por esta alusão aos rendimentos mensais do agregado familiar (mín. 600$00 / máx. 1.600$00), às referências à habitação arrendada (mín. 120$00 / máx. 400$00), à menção a despesas com serviçais (apenas para as famílias mais abonadas, com 1.400$00 ou 1.600$00 mensais) e aos reparos de que há distrações económicas (ler livros e passear ao ar livre 28) ao alcance de quem não pode custear frequentes idas ao teatro ou ao cinema, Rosa Maria parece escrever sobretudo para donas de casa burguesas de mais modestos rendimentos.

Note‑se que o/a comprador/a da obra se confrontava logo na capa com o pendor normativo e pedagógico do opúsculo, conforme se depreende do detalhado segundo subtítulo nela estampado: Método fácil de escriturar diáriamente, as despezas e receitas de cada família, acompanhado de teorías de economia doméstica. Receitas de cosinha, para a organização duma alimentação económica. Na primeira parte da obra, Rosa Maria discorre sobre os pilares morais que, numa família, são responsáveis pela boa gestão do “Orçamento familiar” (título dado a essas reflexões), a saber: previdência económica, boa administração e prudência (evitando que a despesa ultrapasse a receita, pois “O viver com economia não é deshonra o que é vergonhoso, é gastar mais do que se ganha”, p. 2). Rosa Maria não se limita, porém, a teorizar sobre a boa aplicação do orçamento mensal das famílias, pois apresenta sete casos práticos de gestão de ordenados de diverso montante. Os cinco primeiros mantêm as mesmas rubricas de despesa (alimentação, renda de casa, vestuário e calçado, livros e outras distrações, previdência), ainda que os montantes para cada uma variem. Os dois últimos casos práticos apresentam mais uma rubrica, diferenciadora em termos de estatuto económico‑social, visto corresponderem a famílias com posses para terem criados bem tratados 29. Repare‑se que, atenta à inevitável oscilação de custos de mês a mês e ao surgimento de gastos não contemplados nessas rubricas fixas, Rosa Maria criou o item “previdência”, fundo pensado, como o próprio nome indica, para “prevenir” as despesas imprevistas!

27 Não havendo até à data nenhum estudo que tenha apurado a real identidade por detrás deste pseudónimo, usamos, por comodidade, este nome feminino para nos referirmos à pessoa que escreveu o texto.

28 A apologia da leitura e do lazer ao ar livre tem por fundamento fatores económicos, embora, como se percebe das palavras de Rosa Maria, encerre a valência da fruição estética: “V. Ex.ª já pensou quanto de distracção, de alegria lhe pode proporcionar a agradável leitura de um livro?!… Um livro, chega para distrair uma família inteira. Serve para adornar um lar, porque um lar sem livros e deliciosa distracção, transporta‑nos a paízes desconhecidos, relaciona ‑nos com centenas de criaturas que não temos a canseira de receber, e dá‑nos tal soma de emoções que nos surpreende tão ridículo custo. Há outras distrações económicas, como passear ao campo onde a Natureza é pródiga nas suas manifestações, deixando‑nos surpreendido com tanta beleza e encanto” (p. 7).é um lar triste, sem sol. O livro, é o melhor companheiro, êle, dá‑nos uma suave 

29 A autora é perentória nesta matéria: “só deve ter criados, quem lhes possa pagar, dar‑lhes uma alimentação sã e em quantidade relativa com o esforço a dispender” (p. 6).

30 400$00 para um ordenado de 600$00, 500$00 para 800$00, 560$00 para 1.000$00, 600$00 para 1.200$00 e, quando entra na despesa o custo com criados, passamos a previsões de 600$00 (alimentação) e 100$00 (criados) para um ordenado de 1.400$00, e a 700$00 (alimentação) e 100$00 (criados) para um ordenado de 1.600$00.

31 Um exemplo de carne e peixe propostos para o mesmo dia (o 20) são os pratos de “carneiro de cebolada” e “croquetes de bacalhau”; também se encontram duas carnes no mesmo cardápio (o do dia 18), “cabrito assado com ervilhas” e “carne assada à jardineira”; sem esquecer um cardápio em que os três pratos são todos de peixe (no dia 29): “bacalhau com grão”, “sopa de ameijoas” e “linguado frito”.

32 Além de serem acompanhamento de numerosos pratos (Ervilhas com ovos, dia 8; Arroz de peixe com ervilhas e Pardais com ervilhas, dia 12; Carne guisada com ervilhas, dia 14; Fígado de vaca com ervilhas, dia 16; Cabrito guisado com ervilhas, dia 18; Mexilhão com arroz e ervilhas, dia 23; Bacalhau com ervilhas, dia 28; Fígado com arroz e ervilhas, dia 31), são ingrediente principal de três sopas/purés/caldos (dias 2, 22 e 25).

A utilidade de ter um registo diário das despesas reside não só em poder, no final do mês, atingir o desejado equilíbrio entre receita (do ordenado) e despesa (das compras), mas é igualmente a forma mais simples de enriquecer: “Para se enriquecer, não é preciso grande trabalho, basta gastar menos do que se ganha” (p. 8).

O lugar da alimentação no governo do lar é fulcral, constituindo a rubrica para a qual se prevê sempre a maior fatia de gastos mensais 30. No que se refere aos cardápios diários, denominados de “cosinha económica”, observamos que, sendo nítido o esforço da autora para apresentar propostas de baixo custo, ainda assim, a verba prevista para a alimentação, relativamente significativa (que pode ser 4/6 da receita mensal), permite alguns dias com um ou dois pratos de carne e/ou peixe (dos três pratos diários propostos) 31. Mas a preocupação em cozinhar com ingredientes económicos, acessíveis e enraizados nos gostos mais tradicionais ressalta da presença constante de sopas de hortaliças (nabos, couves e ervilha, a vagem‑rainha do cardápio de Rosa Maria 32) e leguminosas (feijão, favas e grão de bico), de numerosos pratos de bacalhau e de ovos (chegando a propor para o cardápio do dia 11 dois pratos de ovos: Ovos à alentejana, Omoleta de ameijoas), da insistência na carne de talho mais económica, o carneiro, e nas “miudezas” dos animais (fígado de vaca ‑dias 16 e 31, rabo de boi ‑dia 30, línguas, rins e miolos de carneiro – dias 23 e 26, dia 25, respetivamente). 

Impõe‑se uma observação relativamente à avassaladora presença de pratos de bacalhau 33. Verificamos que este ingrediente entra em 45% dos dias do mês e que, em média, o regime alimentar de uma família poupada passava por contemplar em metade dos dias da semana um prato de bacalhau. Este é um bom exemplo do esforço economicista de Rosa Maria, pois o bacalhau constituía um dos pescados mais acessíveis 34, e também o reflexo do estatuto que esse peixe seco adquirira de iguaria identitária nacional.

Não é só na escolha dos produtos que se revelam as preocupações economicistas da Autora. O cuidado em apresentar uma proposta culinária de aproveitamento de sobras de refeições anteriores é, ao nível das técnicas culinárias, o reflexo desse mesmo cuidado com a rentabilização dos bens da cozinha doméstica. Note‑se a sensibilidade da escritora para persuadir as leitoras das valências salutares e gustativas do seu Ensopado de restos (dia 10), quando afirma a respeito desse prato “faz‑se um bom e saboroso almoço”. Também a cozinha rápida e fácil marca presença, com pratos como Ovos com tomates (dia 1), Salada de batata (dia 2) e Batatas com toucinho (dia 5). Esta receita, aliás, é mais um bom exemplo do esforço de persuasão da Autora em acentuar as qualidades gastronómicas, económicas e dietéticas das suas propostas, conforme se depreende das palavras com que remata a receita: “É um prato muito saboroso para um almôço económico e de substância”. 

É  essa mesma preocupação com as finanças domésticas que leva Rosa Maria a recomendar o recurso condicionado a um ingrediente, então de alto custo (para quem o tem de comprar e não o produz), a azeitona. Termina o prato de Filetes de bacalhau (dia 17) com a observação “servem‑se com azeitonas, se houver dinheiro para as comprar”. Idêntica sugestão volta a aparecer no termo da receita de Croquetes de bacalhau (dia 20): “Servem‑se com azeitonas, quando as haja, ou dinheiro para as comprar”.

Ainda que de forma mais discreta, percebe‑se na seleção do receituário apresentado e num comentário explícito a um prato de origem estrangeira (Caldo de carneiro à inglesa, dia 14) a sensibilidade da Autora para uma gastronomia e práticas alimentares identitárias dos portugueses. É com humor que assinala uma diferença evidente entre a conceção de “caldo de carnes” para consumidores pátrios e, no caso em apreço, para ingleses. O costume luso resume‑se a uma refeição mais substancial e completa, já que, como escreve: “Os ingleses bebem só o caldo, nós, como somos grandes comilões, comemos tudo e não comemos a panela por ser muito indigesta…”.

Também a presença da “culinária dos territórios” assinala essa consciência da identidade gastronómica associada a regiões ou lugares específicos do país, caso de dois pratos indicados como típicos do Alentejo (Ovos à alentejana, dia 11; Bacalhau de cebolada à alentejana, dia 21), um do Minho (Favas à minhota, dia 26) e outro de Lamego (Bacalhau à moda de Lamego, dia 9).

Ainda que de forma mais discreta, percebe‑se na seleção do receituário apresentado e num comentário explícito a um prato de origem estrangeira (Caldo de carneiro à inglesa, dia 14) a sensibilidade da Autora para uma gastronomia e práticas alimentares identitárias dos portugueses. É com humor que assinala uma diferença evidente entre a conceção de “caldo de carnes” para consumidores pátrios e, no caso em apreço, para ingleses. O costume luso resume‑se a uma refeição mais substancial e completa, já que, como escreve: “Os ingleses bebem só o caldo, nós, como somos grandes comilões, comemos tudo e não comemos a panela por ser muito indigesta…”.

Também a presença da “culinária dos territórios” assinala essa consciência da identidade gastronómica associada a regiões ou lugares específicos do país, caso de dois pratos indicados como típicos do Alentejo (Ovos à alentejana, dia 11; Bacalhau de cebolada à alentejana, dia 21), um do Minho (Favas à minhota, dia 26) e outro de Lamego (Bacalhau à moda de Lamego, dia 9).

No termo do opúsculo figuram duas partes de claro pendor formativo em matéria de rentabilização e economia dos produtos frescos de origem vegetal usados na cozinha: frutas e hortaliças. As técnicas à época mais acessíveis e praticadas para prolongar a “validade” desses frescos eram as conservas, que, no caso das frutas, por consistirem no armazenamento da fruta inteira em xarope de açúcar dentro de vasilhas ou “potes” hermeticamente fechados, se conheciam por “compotas” e, no caso das verduras, por serem “conservadas” por imersão em preparados líquidos à base de vinagre, também em vasilhames bem fechados, se denominavam genericamente de “conservas”. Entre as compotas, deparam as leitoras com propostas de frutas no geral bem conhecidas (damascos, cerejas, morangos, uvas, maçãs, amoras e ameixas), mas também com uma variedade específica de ameixa, a rainha Cláudia. Quanto às hortaliças de conserva, as leitoras são ensinadas a preparar tanto receitas genéricas, para legumes e verduras variados (chamadas de Conserva sortida e Conserva caseira), como preparados particulares (de couve‑flor, ervilhas, tomates, cebolas e feijão‑verde).

(CS) Carmen Soares

33 Bacalhau à Gomes de Sá, dia 3; Bacalhau de caldeirada, dia 4; Pasteis de bacalhau, dia 6; Bacalhau (sanduiches de), dia 7; Bacalhau (rolo de), dia 8; Bacalhau à moda de Lamego, dia 9; Filetes de bacalhau, dia 17; Bifes de bacalhau panados, dia 19; Croquetes de bacalhau, dia 20; Bacalhau de cebolada à alentejana, dia 21; Bacalhau à lavadeira, dia 22; Arroz de bacalhau com pimentos, dia 23; Bacalhau com ervilhas, dia 28; Bacalhau com grão, dia 29.

34 Sobre o bacalhau, vd. Braga, I. Drumond (2012), “Morue”, in J.P. Poulain, Dictionnaire des Cultures Alimentaires, PUF, Paris, 889‑893; Sobral, J. M. e Rodrigues, P. (2013), “O “fiel amigo”: o bacalhau e a identidade portuguesa”, Etnográfica, 17.3: 619‑649; Sobral, J. M. (2014), “Da penitência ao prazer: o lugar do bacalhau e a cozinha portuguesa”, in Câmara Municipal de Viana (Eds.), Gil Eannes: uma História com Futuro, Viana do Castelo, 117‑129; Silva, A. (2015), “The fable of the cod and the promised sea. About Portuguese tradition of bacalhau”, in F. Barata e J. Rocha (eds.), Heritages and Memories from the Sea1st International Conference of the UNESCO Chair in Intangible Heritage andTraditional KnowHow: Linking Heritage, Universidade de Évora, Évora, 130‑143; Sobral, J. M. (2016), “O bacalhau: de alimento de penitência a ícone português”, Argos: Revista do Museu Marítimo de Ílhavo 4: 27‑33.

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1905 – 1907 Manual da Cosinheira

Manual da Cosinheira

Guia Completo de Cozinha e Copa

TITLE: Manual da Cosinheira

SUB TITLE: Guia Completo de Cozinha e Copa

Útil a todas as mães de família, cosinheiras, restaurats, casas de pasto, hotéis, etc., etc.

AUTHOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Nunes de Carvalho, Grande Centro de Publicações. 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: Composto e impresso na Imprensa Lucas – Rua do Diário de Notícias

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 311

OBSERVAÇÕES: Manual culinário do inicio do século XX [1905-1907] publicado anónimo.

311
Manual da cozinheira: guia completo de cozinha e copa. –
Nova ed. – Lisboa: Nunes de Carvalho, [1909?]. – 4 vol.

Com falta de cadernos no 4.º vol.

TITLE: Manual da Cosinheira

SUB TITLE: Guia Completo de Cozinha e Copa
Útil a todas as mães de família, cosinheiras, restaurats, casas de pasto, hotéis, etc., etc.

AUTHOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Praça da Alegria, Lisbon

PUBLISHER: A Lisbonense Empresa de Publicações Economicas  

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: E.H.L. 1–87

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 310

OBSERVAÇÕES: Manual culinário do inicio do século XX [1905-1907] publicado anónimo.

310

Manual da cozinheira: guia completo de cozinha e copa. – Lisboa: A Lisbonense, 1905–1907. – 4 vol.

E.H.L. 1–87

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1904 Real Confeiteiro Português e Brasileiro

Royal Portuguese and Brazilian Confectioner

1904

TITLE: Royal Portuguese and Brazilian Confectioner

SUB TITLE: 

AUTHOR: Sofia de Sousa

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1904

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisbon

PUBLISHER: Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE:
SELO DE MAR
Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 15923 P.
S.A. 16176 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 490

OBSERVAÇÕES:

490

SOUSA, Sofia de
Real confeiteiro português e brasileiro / Sophia de Souza
. — Lisboa : Livr. Clássica Editora de A. M. Teixeira, 1904

BN S.A. 15923 P.
S.A. 16176 P.

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1904 Manual do Confeiteiro e Pasteleiro

Manual do Confeiteiro e Pasteleiro

TITLE: Manual do Confeiteiro e Pasteleiro

SUB TITLE: Nova arte do conserveiro e doceiro contendo numerosas receitas para a preparação dos mais variados e deliciosos pasteis, bolos, doces, biscoitos, cremes, gelados, sorvetes, podins, compotas, etc. 

AUTHOR: Arnaldo Bordalo

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1917

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 2nd edition

1ª edição – 1904

LOCAL: Lisboa.

PUBLISHER: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 234, [4] págs

COLECÇÃO: Enciclopédia Bordalo Collecção de Manuaes Uteis VOL. XII

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 11678 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 315

OBSERVAÇÕES:

315
MANUAL do confeiteiro e pasteleiro: nova arte do conserveiro e doceiro. — 2.ª ed. — Lisboa: Arnaldo Bordalo, 1917. — (Encyclopedia Bordalo; 12)
BN S.A. 11678 V.

ENCYCLOPEDIA BORDALO
COLLECÇÃO DE MANUAES UTEIS

Premiada na Exposição do Rio de Janeiro de 1908

I — Manual de medicina domestica.
II — Manual do distillador e licorista.
III — Manual completo do cozinheiro.
IV — Manual de civilidade e etiqueta.
V — Manual dos jogos.
VI — Manual de receitas e processos uteis.
VII — Manual do jardineiro.
VIII — Manual epistolar, secretario portuguez.
IX — Manual do prestidigitador.
X — Manual da florista, para fazer flores artificiaes.
XI — Manual do agricultor.
XII — Manual do confeiteiro e pasteleiro.
XIII — Manual do saboeiro e perfumista.
XIV — Manual do photographo.
XV — Manual de hygiene.