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1788 Arte Nova e Curiosa para Conserveiros, Confeiteiros e Copeiros

Arte Nova e Curiosa para Conserveiros, Confeiteiros e Copeiros - 1788

TÍTULO: Arte Nova e Curiosa para Conserveiros, Confeiteiros e Copeiros 

SUB TÍTULO: e mais pessoas que se occupaõ em fazer doçes, e confervas com frutas de varias qualidades, e outras muitas receitas particulares, que pertencem á mesma Arte.

AUTOR: Desconhecido

NOTAS DE AUTORIA: Anónimo

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1788

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1ª edição

LOCAL: Lisboa

EDITORA: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: Na offic. de José de Aquino Bolhoens

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 25017 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 84

OBSERVAÇÕES:

84

Arte nova e curiosa para conserveiros, confeiteiras e copeiros e mais pessoas… – Lisboa: na Off. de José de Aquino Bulhões, 1788. – Anunciado na Gazeta de Lisboa, 30 Dez. 1788, supl. 3 Jan. 1789, p. [4]; 10, 25 (10 M). – BN S.A. 25017 P.

in
BiblioAlimentaria

1. Memória gastronómica

Alimentação, Saúde e Sociabilidade à Mesa no acervo bibliográfico da Universidade de Coimbra

Carmen Soares (Coord.)

Imprensa da Universidade de Coimbra
Coimbra University Press

Trata‑se de uma obra anónima e da qual se conhecem poucos exemplares, apresentando‑se como a primeira publicação, em solo nacional, exclusivamente dedicada à arte doceira.

De pequenas dimensões, compreende 162 receitas sem qualquer tipo de organização em capítulos ou livros. Isabel Drumond Braga, que a este volume dedicou um estudo aprofundado, agrupa as receitas em seis grupos distintos: biscoitos, broas e pastéis, doces de frutos, doces de colher, bolos de forma, gelados e sorvetes e, ainda, um grupo heterogéneo de receitas (açúcar rosado, águas de flores, entre outros)6.

O conjunto de receitas registadas não se apresenta inovador nem mesmo original, uma vez que grande parte delas, em maior ou menor grau de semelhança, aparecem já em outros livros de culinária cronologicamente anteriores. Há, no entanto, a destacar não só as cuidadosas instruções para a produção de sorvetes (incluindo indicações sobre a forma como a sorveteira deveria ser feita), mas também o curioso registo de receitas associadas a determinadas casas monásticas, como a “Receita de bolos de Manteiga da Esperança” ou a “Receita de pastilhas, que se fazem na Madre de Deus”.

Arte Nova e Curiosa apresenta‑se, assim, como uma pequena janela para o vasto mundo da doçaria portuguesa setecentista, da qual hoje subsiste ainda um grande número de receitas, como as “Cavacas”, “Broinhas”, “Marmelada vermelha”, “Ovos Moles” ou “Sonhos”.

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