Em termos gráficos, a obra destaca‑se de outras que a antecederam pelo recurso a fotografias, tanto de pratos como simplesmente de ingredientes (caso da rubrica “Ovos”, que abre com uma foto de uma cesta de ovos, p. 37). Talvez por estarmos ainda a dar os primeiros passos neste recurso iconográfico, deparamos com a não coincidência, na mesma página, da fotografia e da iguaria a que se reporta (por exemplo a foto de “Lulas de caldeirada” figura na p. 117, mas a receita aparece muito mais adiante, na p. 132)
Atentemos em alguns exemplos de “cozinha dos territórios”:
– nacional: Ovos Mexidos à Portuguesa, CP55‑I, 44; Bacalhau à Portuguesa, CP‑I, 118; Coelho à Antiga Portuguesa, CP‑II, 46; Bifanas á Portuguesa, CP‑II, 81; Cozido à Portuguesa, CP‑II, 106; Passarinhos à Portuguesa, CP‑II, 117; Rins de Porco à Portuguesa, CP‑II, 123
– regional: Sopa alentejana (Miga) – CP‑I, 14; Pimentão (à moda do Alentejo) – CP‑I, 78; Carapaus Alimados (Algarve), CP‑I, 126; Couves Galegas com Batatas Cozidas (Beira Baixa), CP‑II, 13;
– local: Sopa de feijão frade (Cebolais de Cima), CP‑I, 22; salmonetes à moda de Setúbal, CP‑I, 147; Pato com Arroz à moda de Braga, CP‑II, 71; Bolos Podres de Alcanena, CP‑III, 23; Bolo de Cascais, CP‑III, 44; Pão de Ló de Alfeizerão, CP‑III, 63 – nota ‑se que este bolo é um bom exemplo da coexistência das variantes territorial e afetiva, pois também se publicam, no mesmo vol. III, Pão de Ló da minha Irmã (ibidem) e Pão de Ló da Titina (p. 64);