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1843 Cozinheiro imperial, ou nova arte do cozinheiro e do copeiro…

Cozinheiro imperial, ou nova arte do cozinheiro e do copeiro…

precedido do methodo para trinchar e servir bem à mesa, com uma estampa explicativa e seguido de um diccionario dos termos technicos da cozinha

TÍTULO: Cozinheiro imperial, ou nova arte do cozinheiro e do copeiro…

SUB TÍTULO: precedido do methodo para trinchar e servir bem à mesa, com uma estampa explicativa e seguido de um diccionario dos termos technicos da cozinha

AUTOR: R. C. M.

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1843

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 2ª edição
1ª edição 1839

LOCAL: Rio de Janeiro

EDITORA: Livraria Universal de Eduardo e Henrique Laemmert

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 16024 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 174

OBSERVAÇÕES:

174

Cozinheiro imperial, ou nova arte do cozinheiro e do copeiro… precedido do methodo para trinchar e servir bem à mesa, com uma estampa explicativa e seguido de um diccionario dos termos technicos da cozinha / por R. C. M. – Rio de Janeiro: Livr. Universal de Eduardo e Henrique Laemmert, 1843. – BN S.A. 16024 P.

1ª edição 1839

COZINHEIRO IMPERIAL

Ou a nova arte do cozimento e do copeiro em todos os seus ramos

Daniela Pereira de Vargas

– Mestranda do Curso de Turismo da Universidade de Caxias do Sul

(UCS).

 Até o ano de 1839, os livros de culinária que circulavam no Brasil vinham de outros países, em especial da Europa. Apenas em 1840 foi publicado o primeiro livro brasileiro de receitas, denominado COZINHEIRO IMPERIAL OU NOVA ARTE DO COZINHEIRO E DO COPEIRO EM TODOS OS SEUS RAMOS. A edição foi uma iniciativa da livraria Universal de Eduardo & Henrique Laemmert, do Rio de Janeiro. O livro traz como assinatura apenas as iniciais R.C.M., que, supõe-se, sejam de um chefe de cozinha. O livro teria sido um sucesso para a época, pois entre 1840 e 1900 apresentaria onze edições (LAYTANO, 1981), algumas com o subtítulo alterado para DA CIDADE E DO CAMPO EM TODOS OS SEUS RAMOS. E em 1996 foi publicada pela editora Best Seller (São Paulo, ISBN: 857123566X) uma reedição, em versão adaptada por Vera Sandroni, a partir da segunda edição, de 1843. Sandroni é professora universitária e especialista em culinária, e o prefácio da obra vem assinado por Antonio Houaiss. Na versão original, o capítulo de abertura da segunda edição apresenta a proposta da obra: “As mais modernas e exquisitas receitas para com perfeição e delicadeza se prepararem differentes sôpas e variadissimos manjares, carne de vacca, vitella, carneiro, porco e veado; de aves, peixes, mariscos, ovos, leite; o modo de fazer massas, doces e compotas”. Além disso, o texto inclui item intitulado “Método para trinchar e servir bem à mesa” e há, ainda, um dicionário dos termos técnicos de cozinha. Esses, por sua vez, podem ser entendidos como a relação da ciência culinária com a civilização humana, pois, como o Brasil ainda era uma nação jovem no período, seria necessário ensinar às pessoas como praticar os modos e maneiras europeias de cortes e preparo. Tais conhecimentos significariam uma forma de requintar a Corte Imperial luso-brasileira.

As receitas que compõem a segunda edição do COZINHEIRO IMPERIAL possuem ingredientes que, na época, não eram encontrados no Brasil, como por exemplo, alcaparras. Assim, a partir do COZINHEIRO IMPERIAL muitos alimentos passaram a ser cultivados e consumidos no país, bem como foram introduzidos novos hábitos, modos e maneiras que até então não eram praticados nem mesmo na corte imperial. O consumo de produtos considerados exóticos proporcionaria status e, consequentemente, validaria a nação americana como um Império. No entanto, mesmo que as receitas apresentassem estrutura europeia e utilizassem ingredientes inviáveis para o Brasil do período, há algumas preparações originárias do Brasil, como é o caso do Tutu ou Feijão Preto à Mineira, registrado na décima edição da obra. Também na segunda edição se percebem algumas características, como a descrição das informações das receitas e a utilização do alimento como restauradores da saúde. Algumas receitas são indicadas como tratamento de problemas de saúde, porém, não se descrevem informações sobre efeitos e posologia da preparação, para o combate à enfermidade. A descrição das informações das receitas é diferente das que conhecemos hoje, quando são listados, primeiramente, os ingredientes, seguindo-se os modos de preparo. Nessa edição, todas as instruções das receitas são descritas em um único parágrafo. Por essas razões, trata-se de uma obra de importância ímpar, cujo conteúdo deve ser melhor conhecido e estudado. O texto completo está em: REFERÊNCIA: LAYTANO, Dante de. A Cozinha Gaúcha na História do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: EST, 1981.