Doces Seleccionados
1955
TÍTULO: Doces Seleccionados
SUB TÍTULO:
AUTOR: Libânia de Sousa Alves
NOTAS DE AUTORIA:
PREFÁCIO:
SUPORTE: Impresso
GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia
DATA DE PUBLICAÇÃO: 1955
DEPÓSITO LEGAL:
EDIÇÃO:
LOCAL: Porto
EDITORA: Edição do Autor
TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR:
ENCADERNAÇÃO:
FORMATO / DIMENSÕES:
NÚMERO DE PÁGINAS:
COLECÇÃO: Colecção Vera Cruz 3
ISBN/ISSN:
COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).
REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 268193 P.
NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 62
OBSERVAÇÕES:
62
ALVES, Libânia de Sousa
Doces seleccionados / por Libânia de Sousa Alves. — Porto: Ed. do Autor, [D. L. 1955]. — (Col. Vera Cruz; 3)
BN S.A. 268193 P.
26. ALVES, Libânia de Sousa, As melhores receitas de cozinha natural (1956?)
Da mesma autora, possui a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra três exemplares distintos, todos identificados como “Edição da Autora”, publicados pelas Edições Vera Cruz (Porto), numa série precisamente intitulada “Coleção Vera Cruz”. Nenhum dos livros tem data de publicação, no entanto a exibição nas suas contracapas dos números de cada um deles na série e o carimbo de entrada na Biblioteca da Universidade permite datar dois vols. para o ano de 1955 (ambos marcados com a data de 5 de março) – As melhores receitas de cozinha (n.º 2 da coleção); Doces seleccionados (n.º 3 da coleção)– e o terceiro provavelmente do ano seguinte, 1956 (uma vez que apresenta a data de 9 de fevereiro de 1956) – As melhores receitas de Cozinha natural (n.º 9 da coleção).
A temática de As melhores receitas de Cozinha natural reforça a tendência importada do estrangeiro (“de verdadeiros higienistas conhecidos mundialmente”, p. 3) de oferecer às donas de casa (p. 5), que são as destinatárias declaradas da sua literatura culinária, uma alternativa mais higiénica (ou seja, saudável) simples e económica de alimentar o seu agregado familiar. Destas advertências, incluídas na rubrica “Higiene alimentar”, se deduz uma vez mais que o público‑alvo se situa maioritariamente entre a população feminina de modestos recursos, pelo que a Autora não deixa de referir a vantagem de, devido à conjuntura histórica em que se vivia (de um Portugal empobrecido), se adotar uma dieta em que “não entra a carne, o peixe e o álcool (…) considerados alimentos mais ou menos tóxicos”. Mais, essa alimentação natural pode mesmo suprir as necessidades de dois dos grupos mais exigentes em termos alimentares (as crianças, que estão em fase de crescimento, e os adultos, que no dia a dia consomem mais energia).
Em termos de estrutura, as obras são no geral idênticas, abrindo com uma rubrica que contém indicações práticas sobre como obviar aos mais comuns “erros” de preparação de ingredientes e confeção de pratos, justamente reunidos sob o título “Alguns conselhos úteis”. No caso da obra especializada em cozinha natural, as receitas são ainda precedidas por outras duas rubricas: “Regime alimentar” (em que se indica a tipologia básica da alimentação a adotar para as três refeições do dia: pequeno‑almoço, almoço e jantar) e “Tabela dos principais alimentos” (onde figura a única referência da obra às autoridades mundialmente conhecidas evocadas no prefácio: Atwater).
Se nos ativermos, ainda que brevemente, aos receituários de cada um dos três livrinhos (todos com o mesmo número de páginas, ou seja 77, a que se segue o índice), verificamos que os dois que tratam da “cozinha convencional” apresentam as receitas agrupadas por categorias, ao passo que o opúsculo de “cozinha natural” segue a ordem alfabética dos nomes dos preparados. Por outro lado, as várias rubricas dentro de cada obra também seguem uma ordenação alfabética, donde As melhores receitas de cozinha abrem com Acepipes e fecham com as Sopas (no que percebemos poder ser uma I Parte, consagrada aos salgados), a que se seguem (no que se afiguraria a II Parte, dos doces) Bolos, passando por Doces de fruta, para terminar em Tortas. Já os Doces seleccionados retomam, ipsis verbis, as pp. 54‑55 da obra anterior, dedicadas aos pontos de açúcar e de cozedura, que também aqui precedem as receitas. Das várias rubricas elencadas, destacamos a individualização de uma para Doces tradicionais (pp. 32‑37, contendo uma seleção de 11 especialidades, onde figuram a par dos “nacionais” pão de ló, arroz doce, rabanadas e aletria, especialidades locais bem conhecidas Murcelas de Arouca, Ovos moles de Aveiro e Cavacas das Caldas).
Registamos a presença, ainda que muito residual, de culinária nacional, regional e local, sendo igualmente de assinalar a presença de nomes referentes às províncias ultramarinas.
As melhores receitas de cozinha:
– nacional: Cabeça de vitela à portuguesa (p. 18), Cozido à portuguesa (p. 21), Biscoitos portugueses (62);
– regional: Acepipe alentejano (p. 7), Grão de bico à alentejana (24), Sopa à alentejana(48), Bolo alentejano (62), Lombo de vaca à moda do Douro (p. 17);
– local: Acepipe de Mira (p. 7), Bolo de mel da minha terra (57).
Doces seleccionados:
– nacional: Taças de Portugal (42), seguidas de Taças Ultramarinas (p. 43), Bolos africanos (p. 61), Creme angolano (70);
– regional: Biscoitos açoreanos (10), Bolo nortenho (23);
– local: Murcelas de Arouca (34), Ovos moles de Aveiro (34) e Cavacas das Caldas (37).
As melhores receitas de cozinha natural
– nacional: Ervilhas à portuguesa (36);
– regional: Açorda à alentejana (9), Doce à madeirense (33), Sopa à moda do Minho (73);
– local: Batata doce à moda da minha terra (16), Beringelas à moda de Lisboa (19), Beringelas à Porto (19), Favas à moda do Porto (41), Trufas à bracarense (77).
(CS)
In BiblioAlimentaria
Alimentação, Saúde e Sociabilidade à Mesa no acervo bibliográfico da Universidade de Coimbra
Carmen Soares (Coord.)
textos de:
Maria Helena da Cruz Coelho
Irene Vaquinhas
Raquel Fino Seiça
Carmen Soares
Cristina Padez
Ana Maria Leitão Bandeira
João Pedro Gomes
Imprensa da Universidade de Coimbra
Coimbra University Press