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100 Maneiras…Rosa Maria (colecção)

100 maneiras... Rosa Maria

MARIA, Rosa. 100 maneiras… Porto: Livraria Civilização, 1956 – 1965

Rosa Maria, pseudónimo utilizado por Gaspar de Almeida

Obras de Rosa Maria, por ordem cronológica:

MARIA, Rosa.
Como devo governar a minha casa: orçamento familiar… Lisboa: Empresa Literária Universal, s./d. (Existe na BGUC, mas não na BNP).

MARIA, Rosa.
Como se cozinha bacalhau de todas as maneiras.
1.ª ed. Lisboa: Empresa Literária Universal, 193[?], 38 p.
(Em 1936 saiu reedição com o título acrescentado de 100 receitas de cozinhar bacalhau ao alcance de todos).

MARIA, Rosa.
Como se janta por 3$00: cem jantares diferentes.
1.ª ed. Lisboa: Empresa Literária Universal, 193[?];
3.ª ed., Lisboa: Empresa Literária Universal, 1936, 39 p.

MARIA, Rosa.
Como se almoça por 1$50: cem almoços diferentes compostos por carne, peixe, legumes, ovos, cereais, farináceos, etc.
1.ª ed., Lisboa: Empresa Literária Universal, 1933, 40 p.;
3.ª ed., 1936.

MARIA, Rosa.
Mais de 200 receitas de cosinha vegetariana: para uso das famílias. Lisboa: Empresa Literária Universal, 1936, 32 p.

MARIA, Rosa.
Cem maneiras de cozinhar bacalhau.
1.ª ed. Lisboa: Empresa Literária Universal, 1953, 32 p.;
2.ª ed., Porto: Livraria Civilização Ed.,
1956; 1958; 1967; 1978; 1980; 1981; 1983; 1986; 1987; 1989; 1992; 1994; 1996; 2012.

MARIA, Rosa.
Cem Maneiras de Fazer Licores: Conhaques, vinhos licorosos, vermuths, etc.: Receitas para comércio e uso caseiro. Lisboa:
Empresa Literária Universal, [1934?], 32 p. (Não existe nem na BNP nem nas BGUC).

 

MARIA, Rosa.
100 maneiras de cozinhar peixes.
1.ª ed. Lisboa: Empresa Literária Universal, 1953, 32 p;
2.ª ed., Porto: Livraria Civilização Ed.,
1956; 1961; 1968; 1978; 1980; 1982; 1986; 1987; 1989; 1992; 1994; 1996; 2012.

MARIA, Rosa.
100 maneiras de cozinhar carnes.
1.ª ed. Lisboa: Empresa Literária Universal, 1953, 32 p.;
2.ª ed., Porto: Livraria Civilização Ed.,
1956; 1970; 1977; 1980; 1981; 1983; 1986; 1987; 1989; 1992; 1994; 1996.

MARIA, Rosa.
Cem maneiras de fazer sopas: caldos, purés e sopas.
1.ª ed. Porto: Livraria Civilização Ed., 1956, 32 p.; 1983; 1986; 1992; 1994.

MARIA, Rosa.
100 maneiras de cozinhar ovos.
1.ª ed., Porto: Livraria Civilização Ed., 1956, 48 p.;
1964; 1975; 1979; 1981, 1986; 1987; 1994.

MARIA, Rosa.
100 maneiras de cozinhar acepipes, molhos e saladas.
1.ª ed. Porto: Livraria Civilização Ed., 1956, 32 p.;
1965; 1977; 1978; 1983; 1987; 1988; 1991; 1994.

MARIA, Rosa.
100 maneiras de cozinha vegetariana: para uso das famílias.
1.ª ed., Porto: Livraria Civilização Ed., 1956, 47 p.;
1965; 1977; 1980; 1982; 1986: 1988; 1989; 1993.

MARIA, Rosa.
100 maneiras de fazer doces económicos: bolos, pudins, compotas, sorvetes, etc.
1.ª ed., Porto: Livraria Civilização Ed.,
1964, 32 p.; 1969; 1977; 1980; 1981; 1983; 1986; 1987; 1991; 1994; 1996.

“As dificuldades económicas e a necessidade de simplificar as refeições levaram à elaboração de menus simples e baratos, divulgados em livros de baixo custo, vendidos a 1$00. Rosa Maria, no prefácio de um deles, Como se Almoça por 1$50: 100 Almoços Diferentes, a isso mesmo se referiu, em 1933, data da primeira edição. O mesmo aconteceu na obra Como se Janta por 3$00. 100 Jantares Diferentes, publicada igualmente em 1933. Ambos os livros conheceram três saídas até 1936. O primeiro composto por 40 páginas, o segundo por 52. Foram impressos em papel de má qualidade, com caracteres pequenos e sem índices. As receitas apresentadas eram naturalmente simples e económicas, sendo de destacar que entre elas não se contaram sobremesas, entendidas como um luxo, e que aparecem sempre os preços dos géneros, tendo em conta o mercado de Lisboa”

Braga, Isabel M. R. Mendes Drumond (2016), Culinária e etiqueta em Portugal nos anos 30: as propostas de Estela Brandão. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra; Annablume, (acesso em digitalis.uc.pt a 26 de maio de 2017) (p. 602).  

Texto em BiBlioAlimentAriA

Alimentação, Saúde e Sociabilidade à Mesa no acervo bibliográfico da Universidade de Coimbra

Carmen Soares (Coord.)

Imprensa da Universidade de Coimbra
Coimbra University Press

MARIA, Rosa,

100 Maneiras de cozinha vegetariana (1956)

Dentro de um espírito comercial de alcançar mais compradores para a sua literatura culinária e de a disseminar mais amplamente, Rosa Maria leva a cabo séries de pequenos cadernos especializados, cujas menores dimensões e capas de folha normal (em vez de capa dura) permitiam colocar à venda por valores bem mais módicos do que o da sua “obra mãe”, A cozinheira das cozinheiras. O acervo da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) dispõe de exemplares dessas séries temáticas. Em resposta ao modelo da dona de casa boa gestora do património da família, que dita à maioria das mulheres portuguesas (de classe média) uma gestão rigorosa da economia doméstica, a autora publica, sob o título de série “Vida económica”, um opúsculo de receitas com os cálculos de gastos por ingredientes usados, tendo por referente os preços do mercado de Lisboa. A esse livrinho tipo folheto dá o apelativo nome de capa Como se almoça por 1$50.

Possuímos na BGUC um exemplar da 3.ª edição, com data de entrada de 4 janeiro de 1937, sendo a 1.ª ed. de 1933, o que situa a sua publicação e divulgação em plena época de depressão económica (os anos 30 do século xx). Ou seja, o setor editorial acompanhava o panorama nacional de crise.

Atentemos, de seguida, em outras obrinhas de pequena dimensão e vocacionadas para dar resposta a uma procura por literatura culinária mais acessível, da autoria de Rosa Maria. Sem data de impressão, mas com data de entrada na BGUC (27 de janeiro de 1954), que corresponderá ao ano de edição (pois à época não havia dilação entre a publicação e o seu depósito na biblioteca) é um folheto de 38 pp. especializado na preparação do pescado mais abundantemente representado no seu livro de culinária, o bacalhau. Conforme se confirma pela indicação contida na última página desse Como se cozinha bacalhau de todas as maneiras, de que as receitas de alguns dos molhos que os acompanham vêm apenas n’ A Cosinheira das cosinheiras, estes livrinhos não apenas tornam acessível às bolsas mais modestas a arte culinária, como propagandeiam a venda da “obra mãe” de onde emanam.

Com novo nome, mas obedecendo ao mesmo espírito de opúsculo especializado em categorias culinárias, surgem, dois anos mais tarde (1956), vários pequenos livros (a rondarem as 30‑50 pp.) a que a denominação comum 100 Maneiras de cozinhar… confere identidade de “coleção”. Ou seja, a mensagem comercial implícita nesta política editorial é clara: se não há orçamento para comprar o livro, adquirem‑se fascículos daquele! Mais, a dona de casa encontra nesses fascículos propostas por categorias básicas da arte de cozinhar: peixe (em 100 Maneiras de cozinhar peixes), ovos (em 100 Maneiras de cozinhar ovos) e preparados diversos (em 100 Maneiras de cozinhar acepipes, molhos e saladas).

Que a comunicação entre a autora e leitoras determina as opções editoriais daquela percebe‑se do folheto que Rosa Maria publica, nesse mesmo ano de 1956, de 100 Maneiras de cozinha vegetariana.

É a mesma Rosa Maria, que na Cosinheira das cosinheiras (publicada pelo menos uma década antes) elogiara a carne de boi como “um alimento soberano por natureza e poderosíssimo” (p. 9), a autora das seguintes palavras na nota de abertura Às donas de casa deste opúsculo de dieta vegetariana: “Está mais que provado que a carne e o peixe são verdadeiros venenos alimentares”. Não nos surpreendamos, por isso, que, na tabela comparativa entre o valor nutritivo de alimentos vegetarianos, por um lado, e as carnes de vaca e de galinha e o peixe, por outro, estes venham intitulados de “alimentos condenados” (p. 7). É caso para concluir que estamos perante uma autora impulsionada pelas mudanças de mentalidade dos seus tempos e muito atenta às necessidades do mercado da edição culinária e dietética.

Em termos de estrutura, observa‑se que as receitas destes opúsculos das 100 Maneiras de cozinhar… são sempre apresentadas por ordem alfabética, à exceção do volume consagrado à alimentação vegetariana, para o qual se propõem 38 menus diários, contemplando almoço e jantar. Este cuidado em dar soluções de serviços de mesa pré estabelecidos decorre, seguramente, da novidade do assunto, sendo que, por falta de hábito, a dona de casa portuguesa teria dificuldade em definir refeições vegetarianas equilibradas e saudáveis.

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LIVROS posts individuais

(s.d.) A arte de cozinhar

A arte de cozinhar

(s.d.) circa 1950

TÍTULO: A arte de cozinhar 

SUB TÍTULO: Cozinhar os alimentos, sem lhes fazer perder vitaminas, aproveitando-lhe todo o valor nutritivo. Verdadeira cozinha para famílias.

AUTOR: Rosinha Costa ou Rozinha Costa

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: (s.d.) 

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: edição ?

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Empresa Literária Universal

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 
SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 00

OBSERVAÇÕES:

Outras ed.:
152
COSTA, Rosinha
Arte de cozinhar / por Rosinha Costa. — 3.ª ed., aum. e melhorada. — Lisboa: Livr. Progresso Ed., [D. L. 1963].
BN S.A. 27744 V.

— 4.ª ed. — [D. L. 1954] (S.A. 46196 V.)
— [1965] (S.A. 26923 P.)
— 20.º milhar — [s.d.] (S.A. 28514 P.)

 ARTE DE COZINHAR : VERDADEIRA COZINHA PARA FAMÍLIAS : COZINHAR OS ALIMENTOS, SEM LHES FAZER PERDER AS VITAMINAS, APROVEITANDO-LHE TODO O VALOR NUTRITIVO / ROSINHA COSTA
AUTOR(ES):  Costa, Rosinha
EDIÇÃO:  2a edição melhorada
PUBLICAÇÃO:  Lisboa : Livr. Progresso, 1955
DESCR.FÍSICA:  206, [1] p. : il. ; 19 cm
CDU:  64.

 ARTE DE COZINHAR / ROSINHA COSTA
AUTOR(ES): Costa, Rosinha
EDIÇÃO:  4a edição
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Progresso, [D.L. 1975]
DESCR.FÍSICA: 150, [3] p. : il. ; 21 cm
CDU: 64

ARTE DE COZINHAR / ROSINHA COSTA
AUTOR(ES): Costa, Rosinha
EDIÇÃO: 3a edição
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Livr. Progresso, [D.L. 1963]
DESCR.FÍSICA: 208 p. : il. ; 21 cm
COLEÇÃO:  Colecção para todos ; 1
CDU: 64

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LIVROS posts individuais

1949 A Mulher na Sala e na Cozinha

A Mulher na Sala e na Cozinha

1949

TÍTULO: A Mulher na Sala e na Cozinha

SUB TÍTULO: Etiqueta – cozinhados – bolos – doces – pudins – souflets – cocktails, etc.

AUTOR: Laura Santos

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1949

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1ª edição
edições até 16ª 1983

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Livraria Editora Lavores e Arte Aplicada

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Capa Dura

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR 10º edição

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 474

OBSERVAÇÕES:

474
SANTOS, Laura
A mulher na sala e na cozinha / Laura Santos. — Lisboa: Lavores e Arte Aplicada, [D. L. 1949].
BN S.A2. 6043 P.

Outras ed.:
— 2.ª ed. — [1950] (S.A. 26107 P.)
— 5.ª ed. — [D. L. 1955] (S.A. 26863 P.)
— 8.ª ed. — [D. L. 1962] (S.A. 29599 P.)
— 16.ª ed. — [D. L. 1983] (S.A. 35407 P.)

11º edição

Nova edição

16.ª ed. — [D. L. 1983] (S.A. 35407 P.)

Editor: Mel Editores
Edição: dezembro de 1983

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LIVROS posts individuais

1949 Blandimar: Arte Culinária

Blandimar:

Arte Culinária

TÍTULO: Blandimar:

SUB TÍTULO: Arte Culinária

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1949

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1ª edição
Outra ed.:
— 3.ª ed. melhorada — 1957 (S.A. 19212 V.; S.A. 21799 V.)

LOCAL: Coimbra

EDITORA: Coimbra Editora

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 15825 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 97

OBSERVAÇÕES:

97
BLANDIMAR
Arte culinária / Blandimar; intr. Paçheco de Amorim. — Coimbra: Coimbra Editora, 1949.
BN S.A. 15825 V.

Outra ed.:
— 3.ª ed. melhorada — 1957 (S.A. 19212 V.; S.A. 21799 V.)

TÍTULO: Blandimar:

SUB TÍTULO: Arte Culinária

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1957

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 3.ª ed. melhorada

LOCAL: Coimbra

EDITORA: Coimbra Editora

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: (S.A. 19212 V.; S.A. 21799 V.)

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 00

OBSERVAÇÕES:

Outra ed.:
— 3.ª ed. melhorada — 1957 (S.A. 19212 V.; S.A. 21799 V.)

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LIVROS posts individuais

1948 Unusual Dishes & Dainties with Portuguese Sardines 

Unusual Dishes & Dainties with Portuguese Sardines

1948

TÍTULO: Unusual Dishes & Dainties with Portuguese Sardines

SUB TÍTULO: 

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: Graphic design: A. Barata

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: Agosto 1948

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: 

EDITORA: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR:

Composição e impressão da Tipografia Duarte – Travessa do Carmo, 5 – Lisboa

Gravuras de Armeis & Moreno Lda – Travessa São João da Praça 36A, 38 Lisboa

ENCADERNAÇÃO: brochado

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: www.conservasportugal.com

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 00

OBSERVAÇÕES:

Unusual Dishes & Dainties with Portuguese Sardines
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LIVROS posts individuais

1946 Revista Conservas de Peixe

Revista Conservas de Peixe

TÍTULO: Revista Conservas de Peixe

SUB TÍTULO: 

AUTOR: Revista mensal de técnica da indústria e comércio das conservas de peixe, propriedade da Sociedade da Revista Conservas de Peixe, direcção de António de Oliveira Torres Botelho, com sede em Lisboa.

NOTAS DE AUTORIA: Total de números publicados 321

Capas concebidas pela empresa ETP Estúdio Técnico de Publicidade

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Publicações Periódicas

DATA  DE PUBLICAÇÃO: Publicação entre / Date range:  1946 to 1972

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: Primeira edição da revista Conservas de Peixe, sobre a indústria portuguesa de peixe em conserva

LOCAL: 

EDITORA: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: Revista Conservas de Peixe

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 00

OBSERVAÇÕES:

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LIVROS SELO DE MAR collection

1945 O Livro de Pantagruel

1945 - O Livro de Pantagruel

Cozinha - Doçarias - Bebidas

TÍTULO: O Livro de Pantagruel

SUB TÍTULO: Cozinha – Doçarias – Bebidas

AUTOR: Bertha Rosa Limpo

NOTAS DE AUTORIA: Feminino

PREFÁCIO: Bertha Rosa Limpo

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1946

DEPÓSITO LEGAL: 1945

EDIÇÃO: 1ª edição (74.ª edições)

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Editorial O Século

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: Soc. Nac. de Tipografia

ENCADERNAÇÃO: Capa dura

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 1012, 12 p

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR 16ª edição

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 14324 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 278

OBSERVAÇÕES:

278
LIMPO, Berta Rosa, ?–1981
O Livro de Pantagruel / Bertha Rosa-Limpo. – Lisboa:
O Século, 1945

BN S.A. 14324 V.

Outras ed.:
– [10.ª ed.] – 1950 (S.A. 15663 V.; S.A. 15824 V.)
– 1952 (S.A. 16582 V.; S.A. 16976/7/8 V.)
– 15.ª ed. – 1955 (S.A. 17550 V.)
– 16.ª ed. – 1955 (S.A. 20934 V.)
– 17.ª ed. – 1955 (S.A. 20933 V.)
– 18.ª ed. – 1955 (S.A. 20932 V.)
– 19.ª ed. – 1955 (S.A. 22187 V.)
– [D. L. 1970] (S.A. 37613 V.; S.A. 37989 V.)
– [D. L. 1971] (S.A. 39616 V.; S.A. 39758 V.)
– 27.ª ed. / colab. de Jorge Brum do Canto e Maria Manuela Limpo
Caetano. – imp. 1973. – 2 vol. (S.A. 41906–07 V.)
– 28.ª ed. – imp. 1973 (S.A. 43746–47 V.)
– 31.ª ed. – imp. 1976 (S.A. 48075–76 V.)
– 32.ª ed. – imp. 1976 (S.A. 48181–82 V.)
– 39.ª ed. – imp. 1986 (S.A. 64975 V.)

16ª edição - 1955 - O Livro de Pantagruel

SELO DE MAR

Frontispício  1ª edição

“Culinária no Feminino: Os Primeiros Livros de Receitas Escritos por Portuguesas”, Caderno Espaço Feminino, vol. 19, n.º 1, Uberlândia Minas Gerais), 2008, pp. 117-141.

Isabel M. R. Mendes Drumond Braga

A assinalar o final da II Guerra Mundial, a cantora lírica Berta Rosa Limpo (1981), publicou em 1945, O Livro de Pantagruel, um clássico que, em 1997, deu ao prelo a 63ª ed., com revisão e actualização de Maria Manuela Limpo Caetano. Esta é uma obra  ímpar no panorama editorial culinário português, contando originariamente com 1500 receitas, muitas delas de cunho vincadamente internacional. Ao contrário de quase todos as obras anteriores, este livro de culinária não foi escrito a pensar nos remediados. No prefácio da primeira edição, a autora confessou a sua paixão pela culinária, a primeira compilação das receitas de família, que levou a efeito em 1914, e o contacto directo com chefes cozinheiros franceses e italianos dos diferentes hotéis europeus por onde passava em digressão, que lhe forneceram receitas diversas. Deu igualmente conta que todas as receitas haviam sido experimentadas e que todas davam bons resultados se seguidas as instruções à risca.

Texto em BiBlioAlimentAriA

Alimentação, Saúde e Sociabilidade à Mesa no acervo bibliográfico da Universidade de Coimbra

Carmen Soares (Coord.)

Imprensa da Universidade de Coimbra
Coimbra University Press

LIMPO, Bertha Rosa,

O livro de Pantagruel (1955)

A autora (1893‑1981) é uma compiladora confessa e reconhecida a todas as “cozinheiras amadoras” que lhe foram oferecendo as suas receitas, conforme deixa claro na primeira página do livro, denominada “página de honra”, uma espécie de tabula gratulatoria com os nomes de amigas que a agraciaram ao longo dos anos com o seu saber culinário.

A máxima escolhida por Berta Rosa Limpo para “cartão de visitas” daquela que foi, dentro do género literário em apreço, a obra mais editada em Portugal ao longo de todo o século XX 35, com 75 edições, denuncia a filiação da autora na conceção de mesa como espaço de convívio e sociabilização (de raízes clássicas gregas milenares), condensada na frase: “grande sabedoria é comer e beber em boa companhia”, impressa em letras capitais na página que antecede o prefácio (pp. IX‑XIII).

Seguem‑se os prefácios, primeiro o da autora, depois o de amigos por ela escolhidos. Atentemos nas palavras de Berta Rosa  Limpo, uma vez que visam testemunhar, na primeira pessoa, a relação (inesperada, mas íntima) de uma artista do canto e do piano, senhora e dona de casa de boas famílias, com uma arte igualmente requintada, ainda que subvalorizada (ou mesmo menosprezada), a arte da (boa) cozinha. Escritas num registo de proximidade com as leitoras, essas palavras destinam‑se a cativá‑las pelo retrato que, num discurso descontraído, bem‑humorado e repleto do glamour, apresentam da autora e da obra. O público leitor, como sempre, é um coletivo feminino, que se revê no modelo de vida da escritora ou a ele aspira. De menina curiosa, criativa e aventureira – que na ausência da mãe brincava aos teatrinhos líricos e servia às amiguinhas umas “petisqueiras” confecionadas com produtos surripiados da farta despensa – Berta muito cedo (com apenas 15 anos) assume o papel de esposa e dona de casa, inexperiente é certo, mas resoluta em tornar‑se uma anfitriã afamada também pelo requinte das suas receções. A biografia que faz desses anos de aprendizagem empenhada e voluntariosa dos segredos da cozinha revela a harmonia que, neste domínio como noutros, deve haver entre conhecimento teórico e prático. É dessa sua propensão natural para acumular saber com metodologia que nasce, cedo (em 1914, aos 20 anos de idade), a Berta autora de livros de receitas. A escrita, conforme a própria revela, é fruto do seu trabalho de salvaguarda do património culinário familiar (composto pelas “boas receitas que existiam na família”, p. XI), do seu labor de colecionista (na recolha de receitas pelos lugares por onde viajava, sendo que o seu elevado nível social a colocou em contacto com a alta cozinha estrangeira então mais prestigiada, a francesa e a italiana) e da criatividade do seu génio. É com uma pitada de orgulho que Berta Rosa Limpo revela o rigor e método dessa tarefa de pesquisa (p. IX):

“Assim, por aí fora, fui enchendo cadernos, cadernos ordenados, com os seus competentes índices, de receitas experimentadas, corrigidas, aperfeiçoadas e também algumas… inventadas”.

Conhecedora da psicologia feminina, a autora revela‑se mestra na arte da captação de futuras compradoras do seu livro. Assim, conjuga na escrita “ingredientes” que persuadiriam as leitoras: deleite, eficiência, economia, simplicidade, requinte, fiabilidade e sedução. Para tal a autora garante, respetivamente: receitas saborosas, conselhos úteis e práticos, preparados a preços módicos (diferentemente das “receitas quase impraticáveis, por dispendiosíssimas” de outros livros), de fácil execução, alheios ao “vulgar” (“conhecido de toda e qualquer banal cozinheira”, p. XII), todos experimentados e excelentes trunfos na arte de seduzir os maridos (“que ficam pelo “beicinho”, se, depois de um dia de intenso trabalho, as suas mulheres lhes fizerem servir um jantar apetitoso e bem servido”, p. XIII).

Já no que se refere às receitas que foram sendo publicadas nas sucessivas edições, é de assinalar que a mudança da matriz burguesa e requintada (inicialmente marcada por uma oferta orientada para os gostos das elites, dominados pelos padrões francês e italiano) se dá em 1952, com a publicação da 11.ª edição. Introduzem‑se, então, rubricas culinárias que denunciam preocupações economicistas e orientadas para um público económica e socialmente mais diversificado. Dessas reorientações dão conta o aparecimento das seguintes novas quatro rubricas: cozidos, bacalhau, enchidos e alimentação para crianças. Também a aproximação à culinária nacional faz parte das principais renovações desta edição, com uma presença clara de cozinha portuguesa, muito em especial no setor da doçaria. Aí deparamos com títulos de exemplos da culinária dos territórios portugueses (Biscoitos de Torres Novas, Biscoitos dos Açores, Bolos de Elvas, Coimbras, Pratas de Cascais, Bolo de mel do Algarve, Bolo de mel da Ilha da Madeira, Quéques de Odivelas, Bolos algarvios, Bolos de Lisboa, Broas de Alcobaça, Queijinhos da Madeira, Rolo‑torta de Viana – com 7 receitas diferentes – Tigelas de Abrantes, Bolo Coimbra, Pasteis de Tentúgal, Nógado do Algarve), da “cozinha de autora” (Bolo de chocolate à minha moda) e da culinária honorífica (com nomes próprios de várias pessoas, como: Palitos Maria de Lourdes, Bolos da Olga, Bolo Maria Alice e Pudim Adelina, entre outros), categoria em que não está ausente a “culinária dos afetos” familiares (Argolas da prima Maria, Bolos da Tia Aniquinha, Bolos da Tia Rosa, Quadrados da Tia Anica, Bolo da prima Guiomar, Maçãs da Tia Firmina e Arroz doce à moda da minha Mãe). Importa notar que a renovação editorial da obra, ocorrida com a 11.ª edição, correspondeu a uma duplicação do número total de receitas, que passou de 1500 para 3000!

(CS)

Categorias
Colecções Gastronomia

Cabaz das Compras Calendário das Cozinheiras – (colecção)

Cabaz das Compras - Calendário das Cozinheiras

TÍTULO: Cabaz das Compras

SUB TÍTULO: Calendário das Cozinheiras 

AUTOR: Miquelina Martins

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: 

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1943 – 1944

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1ª edição

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Edições VIC

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Brochado

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Cabaz das Compras – números 1 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

OBSERVAÇÕES:

CABAZ DAS COMPRAS — N.º 1Miguelina Martins
«Conselhos a quem vai a um restaurante de luxo», por VIC.

Maio
ilustração de Eduardo Teixeira Coelho (ETC)

SELO DE MAR collection

CABAZ DAS COMPRAS — N.º 2Miguelina Martins
«Arte de pôr a mesa», por A. R. — ex-maître de hotel do Ritz de Londres e Crillon de Paris.

 

Junho
ilustração de Álvaro Duarte de Almeida

CABAZ DAS COMPRAS — N.º 3Miguelina Martins
«Como distribuir os convidados à mesa» — 1.ª parte, por B. de S.

Junho 1943

SELO DE MAR collection

CABAZ DAS COMPRAS — N.º 4Miguelina Martins
«Como distribuir os convidados à mesa» — 2.ª parte, por B. de S.

Nº 4

Agosto 1943

SELO DE MAR collection

CABAZ DAS COMPRAS — N.º 5Miguelina Martins
«Roupa de Mesa».

Nº 5

Nº 6

Nº 7

N° 8
Dezembro de 1943
ilustração de Eduardo Teixeira Coelho (ETC)

SELO DE MAR collection

nº 9
Janeiro de 1944
ilustração de Álvaro Duarte de Almeida

Nº 10

Categorias
LIVROS posts individuais

1994 Olleboma

Olleboma

Culinária Portuguesa

TÍTULO: Olleboma

SUB TÍTULO: Culinária Portuguesa

AUTOR: António Maria de Oliveira Belo

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Assírio & Alvim

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE:
SELO DE MAR
Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: S.A7. 8718 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 94

OBSERVAÇÕES:

PREÂMBULO

José Quitério

António Maria de Oliveira Bello nasceu em Lisboa, em 1872. Oriundo de família abastada ligada ao sector moageiro, licenciou-se no antigo Instituto Superior do Comércio e cedo abraçou a vida industrial e de negócios. Ao longo da sua existência desempenhou elevados cargos na área económica. A saber: delegado da indústria da moagem no Mercado Central de Produtos Agrícolas, membro do Conselho Superior da Marinha Mercante, membro do Conselho Superior Técnico Aduaneiro, director da Associação Comercial de Lisboa, director da Companhia Colonial de Navegação e director da Sociedade Portuguesa de Seguros. Neste âmbito colaborou assiduamente na imprensa e proferiu múltiplas conferências.

Como homem político, de cariz acentuadamente conservador, militou no Partido Regenerador Liberal de João Franco, de quem foi íntimo, tendo, como deputado, contribuído para a elaboração da lei de seguros e da lei dos trigos (1907). Abandonou a política a seguir ao regicídio e, sem renegar as suas convicções monárquicas, voltou ao Parlamento no tempo de Sidónio Pais (1918), como representante da Associação Comercial, altura em que fez parte do Conselho Superior Económico (com o industrial Alfredo da Silva, entre outros). Após o 28 de Maio de 1926, de acordo com a recordação dos descendentes, terá sido convidado para Ministro das Finanças, cargo que recusou e viria depois a ser ocupado por Oliveira Salazar.

Um outro campo, este científico, que mereceu o interesse de António Bello foi o da mineralogia. Reuniu uma importante colecção mineralógica de Portugal e colónias, e publicou trabalhos desta índole no Boletim da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, instituição de que chegou a ser presidente.

Em consequência duma queda ocorrida em 27/08/1935 na sua residência da Avenida da Liberdade, que lhe provocou fractura craniana, e de complicações subsequentes derivadas dum antraz e da sua condição de diabético, faleceu na casa de saúde de Benfica, em 24 de Outubro de 1935, pelas 13,30 horas, encontrando-se sepultado em jazigo de família no cemitério dos Prazeres.


Claro que tem que ser desenvolvido com mais detalhe o papel, importantíssimo e primordial, de Oliveira Bello como gastrónomo e gastrólogo, razão de ser deste preâmbulo e deste livro.

Comecemos pela sua obra escrita e impressa. De 1928 é o livro Culinária, assinado simplesmente Olleboma (Lisboa, Tip. da Empresa Diário de Notícias, 1928; XV + 749 p.). Esclareça-se desde já que o pseudónimo é um anagrama: lendo ao contrário, A corresponde a António, M a Maria, O a Oliveira e BELLO é explícito. O volume é um completíssimo tratado de cozinha, do melhor que até hoje se fez entre nós, sob influência gaulesa, ou, como o autor escreve no prefácio, «seguindo os ensinamentos da cozinha francesa, que é a mais perfeita, a mais artística e higiénica».

Já póstumo, possivelmente em 1936, surgiria o ora reeditado Culinária Portuguesa (Lisboa, edição do autor, Escola Tipográfica Oficinas de S. José, s/d; prólogo de Albino Forjaz de Sampaio; XVIII + 336 p.), que teve mais que uma reimpressão. E aqui estamos perante a primeira recolha sistemática do receituário português, o que bastaria para se ficar eternamente grato a António Bello, sem o qual estaria perdida grande parte do nosso património culinário, irremediavelmente.

Para além destas duas obras capitais, conheço mais quatro escritos do nosso autor. Em 1933, de 26 de Novembro a 1 de Dezembro, a Associação dos Olivicultores de Portugal promoveu a realização, em Lisboa, do XI Congresso Internacional de Oleicultura. Nas respectivas actas, publicadas em língua francesa (Actes du XIe Congrès International d’Oléiculture — Lisboa, Casa Portuguesa, 1933), lá se regista a comunicação de Oliveira Bello (pp. 148-156), L’huile d’olive dans l’art culinaire, uma apaixonada e fundamentada apologia da gordura-rainha.

Foi também dos primeiros que soube entrever e perspectivar o fenómeno do Turismo, tendo, de resto, sido membro fundador da Sociedade Propaganda de Portugal e integrado o Conselho de Turismo Internacional, do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Tendo em atenção que «a indústria do turismo é considerada hoje como a mais importante para o progresso e desenvolvimento da economia dos países que exploram com inteligência», que «a indústria hoteleira é a verdadeira base do turismo e o elemento fundamental da sua organização», e considerando o atraso nacional nesta matéria, elaborou uma informada e exaustiva tese intitulada Necessidade de criação de cursos hoteleiros, apresentada ao I Congresso da União Nacional, de Maio de 1934, publicada no volume V (pp. 306-417) dos Discursos, Teses e Comunicações do dito simpósio (Lisboa, Edição da União Nacional, 1935). Infelizmente haveria que se esperar ainda vinte e dois anos para a criação da primeira escola hoteleira do país.

Dentro da mesma linha, a de que «não pode haver bom turismo sem gastronomia perfeita», escreveu um artigo, «Gastronomia e Turismo», para o Almanaque Lello de 1935 (Porto, Livraria Lello). De muito maior fôlego a sua comunicação ao I Congresso Nacional do Turismo de 1935, A Culinária Portuguesa e o Turismo, trabalho que, por entretanto ter falecido, foi apresentado e lido pelo seu filho primogénito António.

Publicado em separata (I Congresso Nacional de Turismo, V Secção, Lisboa, 1936), iria constituir, conforme intenção do autor, o prefácio deste Culinária Portuguesa.

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LIVROS posts individuais

1944 Variações sobre a gastronomia

Variações sobre a gastronomia

1944

TÍTULO: Variações sobre a gastronomia

SUB TÍTULO: 

AUTOR: Paulo Duarte

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1944

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Seara Nova

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE:
Biblioteca Nacional de Portugal
SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 24214  P.
B.R. 13831

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 883

OBSERVAÇÕES:

883
DUARTE, Paulo
Variações sobre a gastronomia / por Paulo Duarte. — Lisboa: Seara Nova, 1944. — (Cadernos da Seara Nova)

BN S.A. 24214  P.
B.R. 13831