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195? Lições de Culinária – Colecção Laura Santos

Lições de Culinária - Colecção Laura Santos

TÍTULO: Lições de Culinária

SUB TÍTULO: 

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: 

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: 

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Editorial Lavores.

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: Composto e impresso na Sociedade Tipográfica, Lda. Agência Peninsular. 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 25×19 cm. 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: Colecção Laura Santos

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

OBSERVAÇÕES:
Obra dividida em 6 cadernos com os temas principais da gastronomia portuguesa:
nº1 A Noite da Consoada e a Ceia do Ano Novo;
nº2 A mesa de todos os dias, aves e caça;
nº3 Ementas para quando recebe visitas;
nº4 Festas de aniversário, lanches ajantarados, mariscos e bacalhau;
nº5 Arroz, massas, tartes, pudins e bolos;
nº6 Cozinha regional, doces regionais e bolinhos.

1 A Noite da Consoada e a Ceia do Ano Novo

2 A mesa de todos os dias, aves e caça

3 Ementas para quando recebe visitas

4 Festas de aniversário, lanches ajantarados, mariscos e bacalhau

5 Arroz, massas, tartes, pudins e bolos

6 Cozinha regional, doces regionais e bolinhos

471
SANTOS, Laura
Lições de culinária : caderno 1 / Laura Santos . — Lisboa :
Editorial Lavores, [1965]

BN S.A. 63500 V.

TÍTULO: Lições de Culinária

SUB TÍTULO: 

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: 

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 3.ª ed

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Editorial Lavores.

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: Composto e impresso na Sociedade Tipográfica, Lda. Agência Peninsular. 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 25×19 cm. 

NÚMERO DE PÁGINAS: 283-(iv) pags. 

COLECÇÃO: Colecção Laura Santos

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 75188 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 472

OBSERVAÇÕES:

472

SANTOS, Laura
Lições de culinária : clássicos da cozinha tradicional
portuguesa / Laura Santos . — 3.ª ed. — Estarreja : Moderna
Editorial Lavores, imp. 1992

BN S.A. 75188 V.

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LIVROS posts individuais

(s.d.) A arte de cozinhar

A arte de cozinhar

(s.d.) circa 1950

TÍTULO: A arte de cozinhar 

SUB TÍTULO: Cozinhar os alimentos, sem lhes fazer perder vitaminas, aproveitando-lhe todo o valor nutritivo. Verdadeira cozinha para famílias.

AUTOR: Rosinha Costa ou Rozinha Costa

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: (s.d.) 

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: edição ?

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Empresa Literária Universal

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 
SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 00

OBSERVAÇÕES:

Outras ed.:
152
COSTA, Rosinha
Arte de cozinhar / por Rosinha Costa. — 3.ª ed., aum. e melhorada. — Lisboa: Livr. Progresso Ed., [D. L. 1963].
BN S.A. 27744 V.

— 4.ª ed. — [D. L. 1954] (S.A. 46196 V.)
— [1965] (S.A. 26923 P.)
— 20.º milhar — [s.d.] (S.A. 28514 P.)

 ARTE DE COZINHAR : VERDADEIRA COZINHA PARA FAMÍLIAS : COZINHAR OS ALIMENTOS, SEM LHES FAZER PERDER AS VITAMINAS, APROVEITANDO-LHE TODO O VALOR NUTRITIVO / ROSINHA COSTA
AUTOR(ES):  Costa, Rosinha
EDIÇÃO:  2a edição melhorada
PUBLICAÇÃO:  Lisboa : Livr. Progresso, 1955
DESCR.FÍSICA:  206, [1] p. : il. ; 19 cm
CDU:  64.

 ARTE DE COZINHAR / ROSINHA COSTA
AUTOR(ES): Costa, Rosinha
EDIÇÃO:  4a edição
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Progresso, [D.L. 1975]
DESCR.FÍSICA: 150, [3] p. : il. ; 21 cm
CDU: 64

ARTE DE COZINHAR / ROSINHA COSTA
AUTOR(ES): Costa, Rosinha
EDIÇÃO: 3a edição
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Livr. Progresso, [D.L. 1963]
DESCR.FÍSICA: 208 p. : il. ; 21 cm
COLEÇÃO:  Colecção para todos ; 1
CDU: 64

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LIVROS posts individuais

1949 A Mulher na Sala e na Cozinha

A Mulher na Sala e na Cozinha

1949

TÍTULO: A Mulher na Sala e na Cozinha

SUB TÍTULO: Etiqueta – cozinhados – bolos – doces – pudins – souflets – cocktails, etc.

AUTOR: Laura Santos

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1949

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1ª edição
edições até 16ª 1983

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Livraria Editora Lavores e Arte Aplicada

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: Capa Dura

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR 10º edição

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 474

OBSERVAÇÕES:

474
SANTOS, Laura
A mulher na sala e na cozinha / Laura Santos. — Lisboa: Lavores e Arte Aplicada, [D. L. 1949].
BN S.A2. 6043 P.

Outras ed.:
— 2.ª ed. — [1950] (S.A. 26107 P.)
— 5.ª ed. — [D. L. 1955] (S.A. 26863 P.)
— 8.ª ed. — [D. L. 1962] (S.A. 29599 P.)
— 16.ª ed. — [D. L. 1983] (S.A. 35407 P.)

11º edição

Nova edição

16.ª ed. — [D. L. 1983] (S.A. 35407 P.)

Editor: Mel Editores
Edição: dezembro de 1983

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LIVROS posts individuais

1949 Blandimar: Arte Culinária

Blandimar:

Arte Culinária

TÍTULO: Blandimar:

SUB TÍTULO: Arte Culinária

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1949

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1ª edição
Outra ed.:
— 3.ª ed. melhorada — 1957 (S.A. 19212 V.; S.A. 21799 V.)

LOCAL: Coimbra

EDITORA: Coimbra Editora

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 15825 V.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 97

OBSERVAÇÕES:

97
BLANDIMAR
Arte culinária / Blandimar; intr. Paçheco de Amorim. — Coimbra: Coimbra Editora, 1949.
BN S.A. 15825 V.

Outra ed.:
— 3.ª ed. melhorada — 1957 (S.A. 19212 V.; S.A. 21799 V.)

TÍTULO: Blandimar:

SUB TÍTULO: Arte Culinária

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1957

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 3.ª ed. melhorada

LOCAL: Coimbra

EDITORA: Coimbra Editora

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: SELO DE MAR

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: (S.A. 19212 V.; S.A. 21799 V.)

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 00

OBSERVAÇÕES:

Outra ed.:
— 3.ª ed. melhorada — 1957 (S.A. 19212 V.; S.A. 21799 V.)

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1949 A arte culinária: avisos práticos para uso das alunas do Bom Pastor

A arte culinária:

avisos práticos para uso das alunas do Bom Pastor

TÍTULO: A arte culinária: 

SUB TÍTULO: avisos práticos para uso das alunas do Bom Pastor

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1949

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: Instituto do Bom Pastor «Corpus Christi»

LOCAL: Vila Nova de Gaia

EDITORA: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 58235 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 76

OBSERVAÇÕES:

76

A arte culinária: avisos práticos para uso das alunas do Bom Pastor. – Vila Nova de Gaia: Inst. do Bom Pastor «Corpus Christi», 1949. – BN S.A. 58235 P.

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1949 Panificação moderna: fórmulas das diversas classes de pão de luxo

Panificação moderna: fórmulas das diversas classes de pão de luxo

1949

TÍTULO: Panificação moderna:

SUB TÍTULO: fórmulas das diversas classes de pão de luxo

AUTOR: António Luís Dantas Júnior

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1949

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO: 1.ª edição

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Imp. Artística

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: 

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 25819 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 691

OBSERVAÇÕES:

691

DANTAS JÚNIOR, António Luís
Panificação moderna : fórmulas das diversas classes de pão de luxo / coord. de António Luís Dantas Júnior . — Lisboa : [s. n.], 1949 (Lisboa : Imp. Artística)

Com receitas

BN S.A. 25819 P.

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1948 Unusual Dishes & Dainties with Portuguese Sardines 

Unusual Dishes & Dainties with Portuguese Sardines

1948

TÍTULO: Unusual Dishes & Dainties with Portuguese Sardines

SUB TÍTULO: 

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: Graphic design: A. Barata

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: Agosto 1948

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: 

EDITORA: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR:

Composição e impressão da Tipografia Duarte – Travessa do Carmo, 5 – Lisboa

Gravuras de Armeis & Moreno Lda – Travessa São João da Praça 36A, 38 Lisboa

ENCADERNAÇÃO: brochado

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: www.conservasportugal.com

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: 

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 00

OBSERVAÇÕES:

Unusual Dishes & Dainties with Portuguese Sardines
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1948 Noções de salsicharia

Noções de salsicharia

1948

TÍTULO: Noções de salsicharia

SUB TÍTULO: 

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1948

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: Lisboa

EDITORA: Livr.
Luso-Espanhola

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 2 Volumes – Receitas no vol. 2

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO: Biblioteca Rural / Luís Quartin Graça; 11

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: Biblioteca Nacional (de Portugal).

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 25266–67 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 265

OBSERVAÇÕES:

265


JANEIRO, J. Póvoas
Noções de salsicharia / J. Póvoas Janeiro. – Lisboa: Livr.
Luso-Espanhola, 1948 – 2 vol. – (Biblioteca Rural / Luís
Quartin Graça; 11)

Receitas no vol. 2

BN S.A. 25266–67 P.

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Garum

Artigo – Garum – Revista Conservas de Peixe

Artigo – O Garum – Revista de Conservas número nº 21 – Dezembro 1947 Ano II

NOTAS PARA A HISTÓRIA DA INDÚSTRIA

O GARUM

Pelo Engenheiro Henrique Parreira

A indústria da salga do peixe no nosso país remonta, pelo menos, à época em que os fenícios aqui tiveram colónias, anteriormente, portanto, ao ano 1000 antes de Cristo.

Mais tarde, os cartagineses deixaram sinais, ainda hoje reconhecíveis, da existência de instalações de salgas no litoral do Algarve, assim como na Andaluzia espanhola.

As investigações arqueológicas puseram a descoberto, na costa sul do país, restos de fábricas de salgas que, embora tendo laborado na época romana, teriam, certamente, existência anterior.

Essas colónias de pescadores dedicavam-se à produção de uma conserva com características semelhantes às nossas actuais anchovas, que em latim se chamava «garum» e, em grego, «garon».

O «garum» era uma espécie de molho que se obtinha principalmente com as vísceras e certas partes do corpo do atum, moreia, sarda e esturjão, misturadas, por vezes, com outros peixes pequenos inteiros, tudo adicionado com bastante sal e exposto ao sol durante cerca de dois meses, sendo agitado de vez em quando.

Quando se pretendia acelerar a operação, empregava-se o aquecimento artificial. Depois de terminada a “maturação”, o produto era coado ou peneirado em cestos de vime, aproveitando-se tanto o líquido como a parte sólida.

Havia assim várias qualidades de «garum», conforme o processo por que fora obtido, os peixes empregados, as ervas aromáticas que se lhe juntavam, etc.

O «garum sociorum», isto é, «garum dos aliados», que era importado em Roma vindo das Espanhas, tinha fama de ser dos melhores; era um produto negro, fabricado, principalmente, com sarda ou cavala, a que se juntava sangue de atum.

O garum aplicava-se em grande número de casos na culinária da época, acompanhando legumes, frutas, carnes, etc., ou apresentando-se misturado com vinho («oenogarum»), vinagre («oxigarum»), azeite («oleogarum») ou simplesmente com água («hydrogarum»).

Possuía propriedades estimulantes do apetite, desempenhando o papel que mais tarde viria a pertencer às especiarias do Oriente. Na época helenística, na Grécia, e depois em Roma, os próprios médicos recomendavam as suas propriedades alimentares e curativas, o que se explica, à luz da ciência actual, pela riqueza em vitaminas antiraquíticas das vísceras dos peixes.

É claro que o abuso do excitante seria prejudicial, como todos os condimentos, e assim o fazia notar Séneca.

O facto é que o «garum» era muito apreciado pelos gastrónomos da Roma Imperial. Não só os ricos dele usavam, antes em todas as mesas seria condimento indispensável ou, pelo menos, muito apreciado, sob as diferentes modalidades em que o forneciam os «negotians salsarius», isto é, os negociantes de molhos. Marcial, descrevendo uma ceia, refeição correspondente entre os romanos ao nosso jantar, de carácter sóbrio, mas bastante requintado, refere uma ementa em que entravam os seguintes acepipes: ovos cortados em bocados pequenos em cima de anchovas numa camada de arruda, e têtas de porca temperadas com salmoura de atum. Esta salmoura não era outra senão o «garum»; quanto às anchovas referidas, é provável que se tratasse também de garum, preparado de outra maneira.

As instalações de salga de peixe, cujas ruínas foram postas a descoberto, principalmente no Algarve, seriam as fábricas desta conserva, remotos antepassados das contemporâneas anchovas. A abundância de peixe na costa sul, especialmente do atum — matéria-prima mais apreciada para o fabrico desta especialidade —, conjugada com a existência de sal, também em abundância, estiveram na origem do desenvolvimento da indústria.

A atestar a importância das pescarias em épocas remotas estão cidades fenícias que tinham como brasão nas suas moedas dois atuns: Gades (Cádiz), Malaka (Málaga), Sexi (Almuñécar) e Abdera (Adra), cidades do litoral espanhol.

Em Portugal, já no tempo dos romanos, cunhavam-se moedas tendo peixes como emblema, entre outras, em Ossonoba (Faro), Baesuris (Castro Marim), Myrtilis (Mértola) e Salacia (Alcácer do Sal).

Na foz do Sado, defronte de Setúbal, em Tróia, existem ruínas de importantes salgas de peixe.

Mas deve ter sido quase unicamente no sul que se fabricou o «garum». Desde a foz do Guadiana até ao Cabo de São Vicente encontraram-se restos de instalações de salga nos locais que têm hoje os seguintes nomes: Cacela, Antas, Torre d’Ares, Quarteira, Armação de Pêra, Portimão, Vau, Luz e Boca do Rio.

Desta simples enumeração se pode prever a importância que a indústria alcançou em épocas passadas.

As instalações, avaliando pelo que ainda hoje se pode observar, seriam constituídas, em geral, por uma oficina grande de preparação e corte do peixe, cujo solo, constituído por um conglomerado artificial ligado com argamassa, estava ligeiramente inclinado para o mar.

Junto das paredes havia mesas, formadas por chapas lisas de pedra, destinadas à limpeza do peixe que, em seguida, era lavado com água em abundância, a qual se escoava pelo pavimento da valagem em direcção ao mar.

Os tanques de moura, de ângulos arredondados, com furo de sangria no fundo, estariam provavelmente dispostos ao ar livre para neles se dar a maceração do peixe. Alguns, em Tróia, têm cerca de 3 m de comprimento por 1,5 m de largura e 1,5 m de profundidade; no Algarve há outros maiores e mais bem feitos.

Outras dependências da fábrica seriam armazéns e oficinas de preparação das embalagens.

O garum era expedido em ânforas ou vasos de barro que levavam inscrito o tipo de garum que continham. Já então, os dizeres das embalagens deviam indicar claramente o conteúdo, como hoje se exige por força de lei: as vasilhas encontradas em Itália contêm inscrições como «garum sociorum», «garum de primeira», etc.

Engenheiro Henrique Parreira

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1947 O peixe é um alimento completo Ficha Livro

O peixe é um alimento completo

1947

TÍTULO: O peixe é um alimento completo

SUB TÍTULO: 

AUTOR: 

NOTAS DE AUTORIA: 

PREFÁCIO:

SUPORTE: Impresso

GÉNERO BIBLIOGRÁFICO: Monografia

DATA  DE PUBLICAÇÃO: 1947
Segundo Congresso Nacional da Pesca

DEPÓSITO LEGAL: 

EDIÇÃO:

LOCAL: 

EDITORA: 

TIPOGRAFIA/IMPRESSO POR: 

ENCADERNAÇÃO: 

FORMATO / DIMENSÕES: 

NÚMERO DE PÁGINAS: 

COLECÇÃO:

ISBN/ISSN:

COLECÇÃO DE: 

REFERÊNCIA BN NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha” edição BN – 1998: BN S.A. 25695 P.

NÚMERO “Livros Portugueses de Cozinha”: 400

OBSERVAÇÕES:

400

O peixe é um alimento completo. – Lisboa: Congresso Nacional de Pesca, 1947

Com receitas

BN S.A. 25695 P.

Outra ed.:
– Nova ed. – Matosinhos: Grémio dos Armadores da Pesca de Arrasto, 1965 (S.A. 30210 V.)